Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Futebol

Jackson Nascimento morre aos 102 anos; Athletico e Corinthians prestam homenagens

Ex-meia morreu em Camboriú e será sepultado na Arena da Baixada; ele marcou época nos dois clubes.

Jackson Nascimento morre aos 102 anos; Athletico e Corinthians prestam homenagens
Foto: Divulgação/Redes sociais

Athletico e Corinthians lamentaram a morte de Jackson Nascimento, ex-meia que morreu aos 102 anos, em casa, em Camboriú, no litoral de Santa Catarina. A morte ocorreu por volta de 0h30 (de Brasília), na madrugada desta quarta-feira. O corpo será levado para Curitiba, onde o sepultamento será realizado na Arena da Baixada. As informações sobre o velório ainda serão definidas.

Jackson é o segundo maior artilheiro da história do Athletico, com 150 gols em 215 jogos. Ele defendeu o clube entre 1944 e 1957, ficando atrás apenas de Barcímio Sicupira, que marcou 158 gols. Também é o maior goleador do Athletico em clássicos contra o Coritiba, com 15 gols.

O ex-jogador foi o último remanescente do time de 1949 que deu origem ao apelido Furacão. Nascido em 1924, mesmo ano da fundação do Athletico, Jackson recebeu homenagens do clube em 2024, quando completou 100 anos. Entre elas, teve o rosto estampado no bandeirão da torcida e virou patch comemorativo na camisa dos atletas.

Passagem pelo Corinthians

Jackson atuou pelo Corinthians entre 1950 e 1952. Pelo clube, somou 57 jogos e 35 gols e foi campeão paulista em 1951. O Corinthians também destacou que ele era o jogador mais velho entre os atletas que vestiram a camisa alvinegra e o último remanescente vivo do ataque que marcou 103 gols na conquista estadual.

O Athletico alterou a foto de perfil nas redes sociais em homenagem ao ex-meia. Em nota, afirmou que a trajetória de Jackson se confunde com a história do clube e o chamou de uma das maiores lendas do Furacão. O Corinthians manifestou solidariedade aos familiares e amigos do ex-jogador.

Segundo a família, Jackson passou os últimos quatro ou cinco dias sem conseguir se alimentar e apresentava dificuldades para engolir. A neta Letícia Klein relatou que ele morreu em casa, em Camboriú.

Ligação com o futebol

A relação de Jackson com o Athletico também foi lembrada em uma entrevista concedida pouco antes de completar 102 anos. O ex-atleta falou sobre a saudade que sentia do clube e afirmou que manteria até a morte a vontade de voltar a jogar pelo Furacão.

O vínculo com o esporte continua na família por meio da bisneta Gabi, de 14 anos. Ela é atacante do Avaí Kindermann, de Santa Catarina, e atua na categoria sub-15. A jogadora também participa do futebol 7 e foi campeã da Copa América, série prata, em Montevidéu, no ano passado.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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