O Corinthians relaciona as dificuldades financeiras ao desempenho da equipe na temporada. O clube acumula eliminações, está na parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro e não conseguiu contratar na janela do meio do ano por causa de três transfer bans em vigor.
As condenações somam R$ 21,5 milhões, com correções, e impedem o Corinthians de registrar novos jogadores desde 21 de maio, quando entrou em vigor a primeira punição. O diretor executivo de futebol Marcelo Paz afirmou que não existe previsão para a quitação das pendências. A prioridade, segundo o dirigente, é regularizar os valores em aberto com o elenco.
Em agosto, o clube atrasou os salários em uma semana. Atualmente, há um mês de direitos de imagem pendente, além de premiações. Paz disse que o Corinthians pagou mais de R$ 200 milhões em dívidas neste ano e que o cenário financeiro interfere diretamente na formação do grupo.
Na janela do início do ano, o Corinthians contratou sete reforços, entre empréstimos e acordos definitivos, todos sem custo de aquisição. A equipe também havia passado quatro meses sob transfer ban. No começo de 2026, nove jogadores deixaram o clube.
Elenco reduzido e impacto em campo
Marcelo Paz apontou o tamanho reduzido do elenco como um dos fatores que prejudicaram o desempenho esportivo. As lesões de Zakaria, Kayke e Yuri Alberto dificultaram a reposição durante as partidas, especialmente no caso do centroavante. Para o dirigente, o Corinthians poderia ter uma pontuação maior no Campeonato Brasileiro se esses atletas estivessem disponíveis.
Sem poder contratar e com limitações financeiras, o clube também não cumpriu a meta de vender jogadores na última janela. O orçamento para 2026 previa uma arrecadação de cerca de R$ 150 milhões em transferências, mas o valor não foi alcançado.
Paz afirmou que a estratégia atual envolve evitar contratos longos, salários elevados e novas despesas consideradas incompatíveis com a situação do clube. Ele também declarou que não há informação sobre quando o transfer ban será pago, mas espera que a punição seja resolvida para que o Corinthians possa reforçar o elenco e ter um 2027 melhor.
As eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores agravaram o cenário financeiro, porque impediram a entrada de receitas de direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria e premiações. De acordo com o dirigente, o clube deixou de receber valores previstos com novas partidas e precisa buscar outras soluções para compensar a diferença no planejamento.








