RIO DE JANEIRO — O Maracanã já tem uma mudança prevista para o gramado em 2027. A partir de dezembro, depois do encerramento do Brasileirão, o estádio deixará a Bermuda Celebration e passará a usar a Celebration Hydrid, considerada mais resistente e maleável para reformas e tratamentos.
Antes disso, os responsáveis pelo estádio avaliam a possibilidade de trocar todo o campo após a partida entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, marcada para o dia 27 pela NFL. A decisão, porém, ainda não foi tomada e depende das condições do tempo no estado do Rio de Janeiro.
Janela curta para a substituição
O Maracanã ficará 17 dias sem jogos de futebol depois do confronto do Flamengo com o Bragantino, no próximo domingo. Nesse intervalo, o estádio receberá a partida de futebol americano. O retorno do futebol está previsto para o dia 8 de outubro, com Fluminense x Coritiba, deixando 10 dias entre os dois eventos.
Há dois campos plantados em uma fazenda em Saquarema, município do Rio de Janeiro, para fornecer a grama. A retirada em rolos só poderá ocorrer após uma sequência de dias sem chuva, que permita o ressecamento do gramado. Se o clima permanecer chuvoso e instável durante toda a Data Fifa, a troca não poderá ser feita até o fim da temporada. A próxima pausa, em novembro, terá apenas nove dias.
Enquanto a substituição não é definida, a administração do estádio mantém ações de rotina, como fertilização, uso de ventiladores e iluminação. O consórcio formado por Flamengo e Fluminense relaciona o desgaste ao volume anormal de chuva, às temperaturas acima da média para a época do ano e à grande quantidade de partidas, muitas delas disputadas sob chuva.
Críticas ao estado do campo
Após a classificação do Flamengo às semifinais da Libertadores, jogadores reclamaram das condições do gramado. O zagueiro Léo Ortiz questionou o que aconteceria com o campo no restante do ano e afirmou que a situação poderia fortalecer os defensores do gramado sintético.
Arrascaeta disse que a equipe precisa de um campo em melhores condições para impor seu jogo. Rossi criticou as áreas e as irregularidades do gramado, enquanto Emerson Royal afirmou que a bola quicou diversas vezes e dificultou a maneira de jogar do Flamengo.
Na última sexta-feira, o CEO do Maracanã, Fred Nantes, falou sobre o desgaste do campo em entrevista coletiva. Ele reconheceu a condição atual e negou negligência: “Não há negligência com o gramado”.
A alteração definitiva começará imediatamente após o fim do Brasileirão. A remoção completa ocorrerá depois da 38ª rodada, e o plantio da nova grama será iniciado no mesmo mês. O Flamengo, que no ano passado apresentou à Confederação Brasileira de Futebol uma proposta para melhorar e padronizar os gramados do país, defende o fim dos campos sintéticos.








