A negociação para a PanSports assumir definitivamente a SAF do Figueirense segue condicionada à resolução da dívida com a Clave, que cobra cerca de R$ 43 milhões do clube. Enquanto isso, o grupo procura investidores para viabilizar o projeto e garantir recursos para o fluxo financeiro até o fim da temporada.
A PanSports apresentou uma proposta de empréstimo-ponte de R$ 7 milhões, mas a operação não pode ser concluída nas condições previstas. O modelo indicava novamente parte do terreno do CFT do Cambirela como garantia. O percentual autorizado pela Associação Amigos do Figueirense (Asfig), porém, já está vinculado ao mútuo de aproximadamente R$ 3 milhões firmado entre as partes em julho.
A utilização da área havia sido aprovada em caráter excepcional. Como o terreno continua comprometido com o empréstimo anterior, uma nova operação com a mesma garantia foi considerada inviável.
Pendências financeiras
A folha salarial referente à CLT está quitada, mas ainda há valores de direitos de imagem pendentes. O Figueirense tem custo mensal de aproximadamente R$ 1,5 milhão e arrecada cerca de R$ 500 mil. A diferença exige aportes próximos de R$ 1 milhão por mês para despesas com salários, funcionários, manutenção do CFT e do Orlando Scarpelli, alimentação, transporte e lavanderia.
Antônio Miranda, presidente do Conselho Deliberativo, afirmou que a dívida com a Clave tem cobrança na casa dos R$ 43 milhões. O contrato prevê juros próximos de 3% ao mês e possibilidade de parcelamento do montante. A receita mensal do programa de sócios, estimada em cerca de R$ 500 mil, é usada atualmente para amortizar os juros desse passivo.
Enquanto as condições são discutidas, a PanSports busca novos investidores. Integrantes do grupo afirmam que há ao menos dois fundos interessados em participar do projeto do Figueirense, inclusive com possibilidade de envolvimento em um empreendimento imobiliário. As conversas continuam, e Miranda espera concluir o processo até dezembro.








