Joinville, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Futebol

Presidente do Cuiabá cobra punição esportiva por dívidas de clubes

Cristiano Dresch defende perda de pontos para inadimplentes e critica Santos e Vasco por permanecerem na Série A.

Presidente do Cuiabá cobra punição esportiva por dívidas de clubes

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, voltou a defender mudanças nas regras financeiras do futebol brasileiro. Para ele, clubes que não cumprem compromissos deveriam perder pontos, além de sofrer medidas como o transfer ban. Ao citar Santos e Vasco, o dirigente afirmou que os dois podem continuar na Série A apesar das dívidas e classificou o cenário como “estelionato esportivo”.

A manifestação ocorreu depois de uma decisão da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da CBF, que determinou o pagamento de R$ 18.616.377,46 do Santos ao Cuiabá. O clube mato-grossense havia informado a condenação nesta terça-feira.

“Hoje o transfer ban está se mostrando insuficiente, a gente precisa que tenha perda de ponto”, disse Dresch. Ele também afirmou que a ameaça de perda de três pontos poderia fazer com que clubes encontrassem recursos para quitar valores em aberto.

Dívidas citadas pelo presidente

Dresch questionou a possibilidade de equipes endividadas continuarem contratando jogadores e aumentando suas folhas salariais. Ao mencionar o Santos, disse que o clube deve R$ 18 milhões ao Cuiabá e, ainda assim, contratou Arthur e Cebolinha. O dirigente também citou uma vitória do time paulista sobre o Remo e afirmou que a situação prejudica clubes que mantêm os pagamentos em dia.

O Vasco elaborou um plano coletivo na CNRD para quitar débitos com alguns credores. No fim do mês passado, pagou a primeira parcela e afastou o risco de transfer ban. As dívidas do clube carioca somam mais de R$ 110 milhões. Dresch também mencionou o Botafogo e afirmou que os dois clubes permanecem na Série A apesar dos problemas financeiros.

A dívida do Santos com o Cuiabá está relacionada à negociação do zagueiro Joaquim, em fevereiro de 2023, e à participação do clube mato-grossense na venda posterior do jogador ao Tigres, do México. A última parcela do acordo inicial venceu em janeiro de 2025. Depois, houve uma renegociação, com redução de parte relevante do valor a receber, mas o Santos teria pago apenas a primeira de cinco novas parcelas.

O Cuiabá acionou a CNRD em maio de 2025. O Santos ainda pode recorrer ao Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA). Em manifestação, o clube paulista declarou que a exposição pública do caso não contribui para a solução e reafirmou o compromisso com suas obrigações financeiras e com o Fair Play Financeiro da CBF.

Outros valores a receber

Segundo levantamento do próprio Cuiabá, os créditos contra diferentes clubes ultrapassam R$ 40 milhões. O Corinthians tem uma dívida pela negociação do volante Raniele, incluída em um plano coletivo da CNRD com 24 parcelas trimestrais e pagamentos previstos até 2031. O Cuiabá informou que uma parcela vencida em julho continua em aberto.

O Sport deve cerca de R$ 6 milhões pela contratação do lateral-direito Matheus Alexandre. Já o Grêmio tem uma disputa de aproximadamente R$ 900 mil, cuja inclusão em um plano coletivo de pagamento ainda aguarda julgamento.

O Cuiabá disputa a Série B e tenta retornar à elite. A equipe está momentaneamente na décima posição, quatro pontos atrás do grupo dos seis primeiros, que garante vaga no playoff. O clube afirma que os valores pendentes comprometem o fluxo de caixa e que a situação decorre do descumprimento de contratos por outras equipes.

Em nota, o Cuiabá defendeu mais rapidez na execução das decisões dos órgãos responsáveis e afirmou que seguirá cobrando os valores pelos meios previstos nas regras do futebol.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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