Michael Carrick afirmou que não acompanha diariamente as especulações sobre sua permanência no Manchester United e disse que esse tipo de preocupação não está entre suas prioridades. O treinador falou antes do duelo com o Fulham, neste domingo, às 12h30 (de Brasília), pela Premier League.
A declaração ocorre após o United perder em casa para Manchester City e Brighton. Contra os Seagulls, pela Copa da Liga, a equipe abriu 2 a 0, sofreu a virada por 3 a 2 em Old Trafford e acabou eliminada. O resultado também provocou vaias de parte da torcida.
Nos últimos dias, o clube passou a analisar o mercado de treinadores para estar preparado diante de uma possível mudança. A avaliação inclui cinco substitutos, enquanto Carrick teria perdido apoio interno. O técnico foi interino na última temporada e acabou efetivado para a atual jornada, depois de levar o United de volta à Champions League.
Responsabilidade pelo momento
Carrick rejeitou a ideia de medir o tempo restante no cargo a cada dia. “Pensar em quanto tempo ainda tenho no cargo é ridículo na posição em que estou”, afirmou. Ele também avaliou que duas ou três partidas ruins não deveriam alterar completamente a direção do trabalho.
O treinador reconheceu, porém, que os resultados e o desempenho oscilante colocam o trabalho sob cobrança. Sem tentar se afastar das críticas, Carrick declarou: “É minha responsabilidade. Podem me culpar, sem problema. Eu assumo a responsabilidade, seja pelo que for.”
Para ele, a busca por culpados não resolve o problema. Jogadores, comissão técnica, dirigentes e todo o clube precisam contribuir para a reação, embora o técnico aceite ser o principal alvo das cobranças enquanto estiver no comando.
O próximo compromisso será fora de casa, contra o Fulham. Uma vitória pode aliviar a pressão antes da Data Fifa. Em caso de novo resultado negativo, o futuro de Carrick deve continuar no centro do debate em Manchester.








