Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Zema e Cury evitam ataques entre si e concentram críticas no STF e em Samara

Debate com três candidatos teve propostas sobre o Supremo, economia, segurança pública e combate à violência contra as mulheres.

Cury e Zema trocam elogios, atacam STF e confrontam Samara em debate em SP
Foto: Reprodução

O debate entre os candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) foi marcado pela ausência de confrontos diretos entre Zema e Cury. Os dois trocaram elogios, convergiram nas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e direcionaram os principais embates contra Samara, única mulher na disputa.

Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) haviam confirmado presença, mas desistiram de última hora. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não confirmaram participação. Transmitido pela internet, o encontro reuniu candidatos que tinham até 1% nas pesquisas da Atlas/Intel: Samara, Cury e Zema.

Propostas para o STF

Zema classificou o Supremo como o “tribunal da bandidagem” e defendeu uma reforma no Judiciário. O ex-governador de Minas Gerais afirmou ter sido o único chefe de Executivo estadual a protocolar pessoalmente um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. Durante o debate, perguntou a Cury quais medidas ele adotaria em relação à corte.

Cury propôs mandato de oito anos para os ministros do STF, além de mudanças na composição e no processo de escolha dos integrantes. Ele disse que o tribunal tem atuado como legislador e atribuiu o desequilíbrio entre os Poderes à fragilidade do Congresso e à interferência do Executivo.

Zema apoiou as propostas de Cury e acrescentou a criação de idade mínima de 60 anos para ministros, o fim das decisões monocráticas e restrições às atividades políticas de parentes de magistrados no âmbito de atuação deles. Os dois defenderam punições para integrantes do Judiciário que cometam irregularidades.

Cury afirmou que ministros corruptos deveriam ser investigados e afastados. Zema criticou o corporativismo no Judiciário e declarou que “parece que eles não colocam para fora aquelas frutas podres”. Os candidatos também fizeram críticas a Lula e Flávio Bolsonaro, citando corrupção e envolvimento com o que chamaram de “o banco de Vorcaro”.

Embates com Samara

Samara questionou Zema sobre uma política externa que, segundo ela, poderia ser submissa ao “imperialismo” dos Estados Unidos ou da China. O candidato respondeu que pretende retirar o Brasil do Brics, fortalecer blocos econômicos e ampliar o número de parceiros comerciais.

Na economia, Zema defendeu privatizações e citou a Venezuela ao responder à candidata. Samara propôs políticas para pequenos empreendedores, redução da jornada de trabalho e combate à pejotização. Cury sugeriu dividir o BNDES para ampliar o atendimento a microempresas.

Samara também criticou a proposta de Cury de utilizar drones na segurança pública e afirmou que a medida seria insuficiente para enfrentar a violência contra as mulheres. Ela defendeu independência econômica por meio de moradia, renda, creches, lavanderias coletivas e restaurantes populares, além da responsabilização de plataformas digitais pela divulgação de conteúdo misógino.

Cury respondeu mencionando a jornalista Renata Vasconcellos e disse que ela parecia ter “dronefobia” ao questioná-lo sobre o tema no Jornal Nacional. O candidato defendeu a integração, o equipamento e a valorização da Polícia Federal, das polícias Militar e Civil e das guardas municipais.

Em outro momento, Zema e Cury criticaram Lula pelo aumento do Bolsa Família anunciado a 17 dias das eleições. A medida elevou o benefício em 15%. Cury afirmou que Lula estaria usando “a dor dos outros para conquistar a Presidência”, mas defendeu o reajuste. Zema classificou o anúncio como eleitoral, apoiou a ampliação do programa e defendeu uma “porta de saída” para os beneficiários.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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