Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Augusto Cury propõe lista tríplice para comandar a Polícia Federal

Candidato do Avante afirma que a escolha entre delegados indicados pela própria carreira daria mais autonomia à corporação.

Augusto Cury defende lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, defendeu nesta quarta-feira (9) que o diretor-geral da Polícia Federal seja escolhido a partir de uma lista tríplice formada por delegados federais. A declaração ocorreu durante uma crise envolvendo o afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da corporação.

Pela proposta, os próprios delegados escolheriam três nomes, e o presidente da República indicaria um deles. Cury afirmou que o modelo reduziria a influência do governo sobre a instituição.

"Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais escolhidos pelos próprios delegados federais, e o presidente escolhe um delegado a partir desta lista tríplice", disse o candidato em entrevista coletiva.

Atualmente, a indicação do diretor-geral é feita diretamente pelo presidente, sem exigência de lista tríplice ou de aprovação do Congresso. O nome escolhido precisa ser de um delegado de classe especial, último nível da carreira, e a nomeação ocorre por decreto presidencial.

Andrei Rodrigues chegou ao cargo por indicação de Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato do presidente e assumiu a função em janeiro de 2023. Antes, Rodrigues foi responsável pela segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e ocupou funções de direção na Polícia Federal.

A posição de Cury foi apresentada durante o acirramento de uma crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. André Mendonça havia afastado Andrei Rodrigues por suspeitas relacionadas à elaboração de um relatório de inteligência utilizado em uma investigação.

Flávio Dino reverteu a medida nesta quarta-feira. O ministro avaliou que uma mudança imediata no comando da Polícia Federal, incluindo a saída de Leandro Almada da diretoria de inteligência, poderia afetar investigações sensíveis e provocar instabilidade administrativa.

Sem comentar diretamente a decisão, Cury disse estar triste com os episódios envolvendo o STF e defendeu que autoridades públicas prestem contas à sociedade. Para ele, a crise prejudica a percepção da Corte entre os brasileiros.

"Eu estou muito triste com o que está ocorrendo", afirmou o presidenciável.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5