William Marcel Murad assumiu temporariamente a direção-geral da Polícia Federal após o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues, determinado nesta terça-feira, 8, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Murad ocupava o cargo de diretor-executivo da corporação desde janeiro de 2025.
Com mais de duas décadas de atuação na PF, o delegado passou por setores ligados ao combate ao crime organizado, à repressão ao tráfico de drogas, à inteligência, à tecnologia e à cooperação internacional.
Formação e carreira
Murad entrou na Polícia Federal em 2002, quando obteve o primeiro lugar no 17º Curso de Formação Profissional para delegado, realizado na Academia Nacional de Polícia. Ele se formou em Direito pela Universidade de São Paulo e, em 2010, participou da FBI National Academy, na Virgínia, nos Estados Unidos. Dois anos depois, concluiu o Curso Superior de Polícia da Academia Nacional de Polícia.
A formação na área de inteligência inclui um treinamento realizado em 2003, em Lima, no Peru, na Escuela Regional de la Comunidad Americana de Inteligencia Antidrogas. Em 2005, ele fez o Curso de Inteligência Policial da própria PF.
O delegado começou a carreira operacional na Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco, onde trabalhou entre 2002 e 2004 e foi chefe substituto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes. Depois, atuou no Rio Grande do Norte, de 2004 a 2008, em funções de comando nas áreas de combate ao crime organizado, inteligência policial e repressão a entorpecentes.
Entre 2008 e 2010, comandou a Divisão de Repressão a Crimes Fazendários. Na sequência, chefiou a Delegacia da Polícia Federal em São José do Rio Preto, em São Paulo, até 2013.
De novembro de 2021 a dezembro de 2024, Murad foi adido policial federal no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, em uma função relacionada à cooperação policial internacional. Ao retornar ao Brasil, assumiu a Diretoria-Executiva da PF em janeiro de 2025.
Além de instrutor da Academia Nacional de Polícia, ele é fluente em inglês, tem espanhol avançado e francês básico.
Afastamento de Andrei Rodrigues
André Mendonça justificou o afastamento de Andrei Rodrigues com a indicação de irregularidades na elaboração de relatórios de inteligência. Segundo o ministro, houve monitoramento e “coleta dirigida” de informações sobre ele e sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias.
As medidas são preventivas e não significam condenação dos delegados.








