Joinville, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

PF investiga negociação de emendas entre assessora de Flávio e miliciano

Maria de Fátima Bezerra Castro teria tratado de recursos com Robson Calixto, condenado no caso Marielle Franco, aponta investigação.

Assessora de Flávio negociou emenda com condenado em caso Marielle

Uma investigação da Polícia Federal aponta que Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negociou emendas parlamentares em 2023 com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”. Calixto foi condenado neste ano por organização criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

De acordo com a apuração, a assessora convidou Calixto para um evento com Flávio Bolsonaro com o objetivo de cobrar pessoalmente o andamento dos recursos. No telefone do miliciano, o contato de Maria de Fátima estava registrado como “Fafá Flávio Bolsonaro”. Investigadores avaliam que as mensagens indicam uma atuação como interlocutora direta de Calixto no gabinete do senador.

Em uma conversa de novembro de 2023, Calixto pediu ajuda para que o senador destinasse recursos ao Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio). A entidade recebeu R$ 199 mil de uma emenda indicada por Flávio Bolsonaro. A investigação apura se esse e outros recursos enviados a instituições ligadas aos irmãos Brazão, também condenados pelo assassinato de Marielle, foram desviados.

A apuração foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A Polícia Federal também investiga o repasse de cerca de R$ 400 mil ao município de Barra do Piraí (RJ). O valor total destinado por emenda a uma organização sob investigação seria de R$ 599.128,00.

Calixto foi preso preventivamente dois meses depois e, em julho passado, tornou-se alvo de um novo mandado de prisão. A investigação foi deflagrada em julho deste ano.

Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que a “emenda foi destinada dentro da legislação vigente e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte”. O senador disse ainda que a entidade executora apresentou notas fiscais, devolveu os valores não utilizados e que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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