Joinville, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

Merísio vê desgaste do bolsonarismo e defende reaproximação de SC com o Brasil

Candidato do PSB ao governo catarinense afirma que o eleitorado ainda é de direita, mas perdeu parte da identificação emocional com o bolsonarismo.

SC precisa deixar ‘bolha bolsonarista’ e se reencontrar com o Brasil, diz Gelson Merísio

O candidato do PSB ao governo de Santa Catarina, Gelson Merísio, avalia que o eleitorado catarinense continua majoritariamente à direita, mas já não demonstra a mesma identificação emocional com o bolsonarismo registrada em 2018. Para ele, esse movimento abre espaço para a disputa de votos antes considerados praticamente inacessíveis.

Merísio também defende a retomada do diálogo institucional entre os governos estadual e federal. Na avaliação dele, a polarização política afasta Santa Catarina do governo federal e prejudica o Estado. O candidato, que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirma que o primeiro passo seria aproximar as duas administrações.

Críticas ao governo estadual

O pessebista acusa o governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, de manter o eleitorado de direita em uma “bolha” por meio de investimentos em comunicação. Segundo Merísio, o governo estadual aplica R$ 1 bilhão em mídia para impedir que opiniões divergentes alcancem sua base política.

“Não há diálogo com quem está fora, não entra informação diferente”, afirmou. Ele também disse que Jorginho evita uma aproximação institucional com o governo federal para não enviar um “sinal trocado” aos próprios eleitores.

Na avaliação de Merísio, a atual configuração política de Santa Catarina resulta da combinação entre a força histórica da direita convencional, a ascensão do bolsonarismo a partir de 2018 e a aproximação do eleitorado evangélico com esse campo. O candidato atribui parte desse processo a erros da esquerda e afirma que eleitores evangélicos que antes tinham maior proximidade com esse grupo acabaram incorporados à base política de Bolsonaro.

Mudança na posição do candidato

Merísio reconhece que também aderiu à onda bolsonarista no Estado. Há oito anos, quando disputou o governo pelo PSD, declarou voto em Bolsonaro no primeiro turno. Ele afirma que tomou a decisão porque essa era a posição predominante entre seus eleitores.

Depois da eleição, porém, sua avaliação mudou. O candidato diz que Bolsonaro se mostrou no governo diferente da imagem que tinha em 2018 e critica especialmente a condução da pandemia de covid-19, classificada por ele como “criminosa”.

Em 2022, Merísio afirma que não poderia repetir o apoio. Nesse período, aproximou-se de Lula por intermédio de Décio Lima (PT). “Foi então que eu conheci o presidente Lula e, mais do que uma opção única, passou a ser uma convicção”, declarou.

Para o candidato, o enfraquecimento da identificação emocional com o bolsonarismo permite uma disputa baseada em argumentos. “Quando acaba a paixão, abre a porta para o argumento”, considerou.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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