CRICIÚMA — O candidato ao Governo de Santa Catarina Gelson Merisio (PSB) afirmou, neste sábado (22), que a eleição estadual deve discutir os interesses catarinenses diante de um projeto nacional de poder. Em ato político em Criciúma, no Sul do Estado, ele criticou a influência da família Bolsonaro e associou o governador Jorginho Mello (PL) a essa estratégia.
Merisio disse que Santa Catarina acumulou, ao longo de décadas, resultados reconhecidos em diferentes áreas, mas estaria sendo usada como base para preservar a força do bolsonarismo no cenário nacional. Na avaliação dele, os eleitores poderão escolher uma chapa mais vinculada às demandas do Estado.
Disputa por símbolos e conquistas
Durante o discurso, Merisio afirmou ter recebido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a missão de recuperar valores históricos dos brasileiros. Ele também criticou o uso político de símbolos nacionais por grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eles querem usurpar as nossas conquistas, que foram feitas ao longo de tantos anos, com a contribuição de muitos partidos e de gente que conhece a realidade de Santa Catarina”, afirmou Merisio.
A família Bolsonaro tem nomes em pré-candidaturas por Santa Catarina. Jair Renan Bolsonaro pretende disputar uma vaga de deputado federal pelo Estado, enquanto Carlos Bolsonaro é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Carlos exercia até recentemente o mandato de vereador no Rio de Janeiro.
Merisio também declarou que setores tradicionais da direita catarinense estariam subordinados aos interesses da família Bolsonaro. Segundo ele, a associação entre o bolsonarismo e os resultados históricos do Estado desconsidera a participação de partidos, lideranças e governos na construção desses indicadores.
O candidato afirmou ainda que Jorginho Mello atuaria para transformar Santa Catarina em um “bunker bolsonarista”, voltado aos interesses nacionais da família Bolsonaro.
Ato do Campo Democrático
O encontro reuniu lideranças e apoiadores do Campo Democrático e marcou o lançamento da candidatura de Arlindo Rocha (PT) a deputado estadual. Também participaram os candidatos ao Senado Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL), além de representantes das forças políticas que integram a aliança.








