Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Mercado de transmissões pode convergir para menos marcas, avalia Allan Simon

Colunista vê redução da concorrência no setor e alerta que a concentração pode encarecer as assinaturas para os torcedores.

Allan Simon avalia que o mercado brasileiro de transmissões esportivas deve caminhar para uma concentração maior, com menos marcas disputando os direitos. Em entrevista, ele comparou o cenário atual ao processo vivido pelos portais de notícias no Brasil nos anos 2000, quando empresas concorrentes acabaram se fundindo ou deixaram de operar.

Hoje, os campeonatos são distribuídos entre televisão aberta, serviços de streaming pagos e canais no YouTube. Para Simon, a manutenção de tantas plataformas, equipes e grades de programação tende a perder viabilidade financeira no médio prazo. A previsão é de que ocorra uma convergência semelhante também entre canais bancados por casas de apostas.

Menos concorrência, assinaturas mais caras

O jornalista ponderou que a concentração não necessariamente será positiva para o público. Com menos empresas na disputa pelos direitos, as mensalidades podem subir. Na avaliação apresentada em entrevista, a pulverização atual ajuda a manter os preços das assinaturas mais baixos.

Simon resumiu sua projeção com a frase: “O capitalismo não aguenta a concorrência”. Ao explicar a comparação com os portais, citou AOL, UOL, Bol, Terra e IG. Também mencionou o Brasil Online, da Abril, e o Universo Online, da Folha, que se tornaram uma só empresa em poucas semanas.

Grade extensa e conteúdo repetido

Para questionar a sustentabilidade do modelo, Simon imaginou um canal próprio com programação durante 24 horas por dia, mantido por narradores, comentaristas e repórteres. A grade teria debates sucessivos sobre os mesmos lances, como a discussão em torno de um pênalti duvidoso a favor do Flamengo, seguida pela exibição do jogo e por informações sobre uma eventual nota oficial.

O raciocínio também foi aplicado aos canais voltados a competições europeias de menor apelo popular no Brasil. Considerando apenas a televisão por assinatura, Simon citou três canais do SporTV, seis da ESPN, BandSports, N Sports e Sportnet. Ao final, afirmou: “Eu não acredito que isso seja sustentável a médio prazo, não.”

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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