Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Médica de Brasília se prepara para atender voluntariamente em Dondo

Sthéfany Bueno Christovam ficará 30 dias em Moçambique, onde atenderá ao lado de profissionais de saúde locais.

Médica de Brasília se prepara para atender voluntariamente em Dondo

A preparação de Sthéfany Bueno Christovam para uma missão voluntária em Moçambique inclui consulta com infectologista, vacinação, orientações sanitárias e medidas de prevenção contra a malária. Aos 27 anos, a médica goiana deixará temporariamente os atendimentos em Brasília para atuar na região de Mafarinha, em Dondo, na província de Sofala.

O embarque está previsto para 15 de setembro, e a permanência no país será de 30 dias. Sthéfany viajará sem outros brasileiros da missão, mas trabalhará com médicos e demais profissionais de saúde moçambicanos. Generalista e pós-graduanda em psiquiatria infantil e do adolescente, ela atua na Clínica Olimpo.

Atendimento e estrutura

A expectativa é encontrar demandas diferentes das observadas na rotina profissional no Brasil. Entre os problemas previstos estão malária, hepatites, infecções respiratórias, doenças gastrointestinais, HIV, desnutrição e parasitoses.

A Organização Mundial da Saúde mantém Moçambique entre os países com transmissão elevada de malária. Dados do Unicef também apontam desafios relacionados à nutrição infantil e ao acesso a serviços básicos em Sofala.

Os medicamentos para os pacientes serão comprados em Moçambique, de acordo com as necessidades identificadas pela equipe local. A lista inclui analgésicos, antitérmicos, anti-hipertensivos, antibióticos, vermífugos e testes para malária e infecções sexualmente transmissíveis. Exames e outras necessidades dependerão de doações.

A oportunidade surgiu por meio da Igreja Batista, que mantém uma estrutura em Dondo para receber missionários. Sthéfany e a família pagarão os custos da viagem, enquanto a igreja ficará responsável pelas despesas locais. Durante o período, a médica fechará a agenda e não exercerá atividade remunerada no Brasil. Ela afirma que não estabeleceu uma meta de arrecadação e pretende publicar a prestação de contas nas redes sociais.

Projeto de longo prazo

A médica conta que pensa há vários anos em participar de uma missão na África. O plano ganhou forma depois da formação em Medicina. “A realidade que me espera” é apontada por ela como a principal preocupação antes da partida.

Sthéfany também espera ampliar o aprendizado profissional com a diferença de estrutura entre os dois países. “Quero aprender cada vez mais sobre uma medicina humanizada em que curar não é só através de medicações, e sim pelo cuidado e pelo carinho”, afirmou.

Ao explicar a decisão de interromper os atendimentos e viajar, ela resume a motivação em uma palavra: “Propósito.” A médica pretende retornar outras vezes a Moçambique após a primeira experiência.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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