Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Itália pede documentos aos EUA para investigar possíveis conexões com caso Epstein

Promotoria de Roma busca trechos ainda inéditos de arquivos judiciais para verificar a presença de italianos no esquema atribuído a Epstein e Maxwell.

Itália pede documentos aos EUA para investigar possíveis conexões com caso Epstein

O Ministério Público de Roma pediu cooperação ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos para consultar documentos judiciais do caso Jeffrey Epstein, incluindo trechos ainda inéditos. A solicitação faz parte de uma investigação sobre a possível participação de cidadãos italianos nos crimes sexuais ligados ao financista americano, que morreu em 2019 em uma prisão de Nova York.

Os arquivos já divulgados nos Estados Unidos mencionam localidades italianas como Capri, Costa Amalfitana, Costa Esmeralda, Milão e Roma. A presença desses lugares nos documentos levou as autoridades italianas a buscar informações adicionais para verificar possíveis conexões com o esquema de exploração e tráfico de menores atribuído a Epstein e à sua cúmplice Ghislaine Maxwell.

A investigação é coordenada pelo procurador-adjunto Maurizio Arcuri e está em fase inicial. A abertura ocorreu após uma denúncia apresentada em março pela Differenza Donna, associação italiana que atua na defesa de mulheres vítimas de violência. A entidade pediu a apuração de possíveis crimes transnacionais de tráfico de pessoas, violência sexual e exploração de mulheres e menores mencionados nos arquivos.

A associação afirmou que a simples presença de um nome nos documentos não comprova envolvimento criminal. As advogadas Teresa Manente e Ilaria Boiano defenderam uma análise rigorosa, capaz de distinguir relações sociais de condutas criminosas e de examinar eventuais indícios de violência sexual ou de outras formas de participação.

Epstein foi detido em julho de 2019, acusado de comandar durante anos uma rede de exploração sexual de menores. Ele morreu na prisão antes de ser julgado, e a causa oficial foi declarada como suicídio. Documentos judiciais liberados desde então citaram dezenas de políticos, empresários e celebridades que mantinham proximidade com o financista. Entre os nomes mencionados está o do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Maxwell foi condenada em 2022 por aliciar e traficar menores para fins sexuais. A apuração italiana pretende identificar se cidadãos do país tiveram participação nos crimes investigados ou se aparecem nos arquivos apenas por relações sociais.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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