Joinville, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Brasil

Idosa denuncia saque de R$ 300 mil e empréstimo não reconhecido em Miguelópolis

Polícia Civil investiga desvios superiores a R$ 2 milhões em agência bancária; dois suspeitos foram presos preventivamente.

Idosa denuncia saque de R$ 300 mil e empréstimo não reconhecido em Miguelópolis

Uma aposentada de 78 anos teve cerca de R$ 300 mil retirados sem autorização de uma conta bancária, segundo a família. Além de perder as economias, ela passou a receber descontos referentes a um empréstimo que afirma não ter contratado. O caso é investigado pela Polícia Civil em uma agência do Santander no município.

A apuração envolve suspeitas de desvios que ultrapassam R$ 2 milhões e teriam ocorrido entre 2024 e 2026. Na segunda-feira, 28, Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, ex-funcionária da agência, e Adilson Coelho de Paula, de 56, dentista e companheiro dela, foram presos preventivamente.

Saldo zerado e operações não reconhecidas

A família descobriu o problema durante o tratamento de saúde da aposentada, que havia passado por um transplante de córnea. Parentes foram até a agência para retirar dinheiro e encontraram a conta sem saldo.

“É dinheiro de uma vida”, disse uma sobrinha, que não quis ser identificada. De acordo com ela, a idosa mantinha a conta na mesma agência havia anos e costumava ser atendida por uma única funcionária, em quem confiava.

Na análise dos extratos de 2024, 2025 e 2026, os familiares afirmam ter encontrado retiradas de valores elevados, movimentações relacionadas a aplicações financeiras e outras operações que a aposentada não reconhece. Os saques teriam começado em 2024 e aumentado no ano seguinte. Em determinado período, a família relata que eram retirados R$ 5 mil por dia, de segunda a sexta-feira.

Também foram identificados dois cartões emitidos em nome da aposentada que eram desconhecidos pelos parentes.

Empréstimo e descontos na aposentadoria

Os familiares dizem ter localizado ainda um empréstimo de 36 parcelas de R$ 1.047, com valor total aproximado de R$ 37,7 mil. A aposentada teria pago 11 parcelas, mas os descontos continuaram mesmo depois da contestação.

Segundo a família, restariam cerca de R$ 1 mil mensais da aposentadoria para as despesas da idosa, que precisa de medicamentos, exames e consultas. Os parentes passaram a ajudar nos custos.

Antes de perceber que a conta estava sem dinheiro, a família já havia tido dificuldade para movimentar os recursos. Para pagar o transplante de córnea, no valor de R$ 11 mil, os parentes afirmam ter pedido um cartão de débito. Como o pedido não teria sido atendido, a agência teria indicado a retirada em espécie. A família diz que levou o dinheiro até Ribeirão Preto, onde o procedimento seria realizado.

Polícia apura outros casos

A investigação começou após clientes procurarem as autoridades para relatar movimentações desconhecidas. Conforme a Polícia Civil, Vanessa trabalhou por mais de 12 anos na agência e teria usado a relação de confiança com correntistas para movimentar valores. A polícia suspeita que Adilson tenha recebido parte do dinheiro.

A decisão judicial menciona suspeitas de saques indevidos, empréstimos fraudulentos, transferências sem autorização e resgates de investimentos. Entre as vítimas estão clientes idosos e pessoas com pouca familiaridade com aplicativos bancários.

O documento cita uma idosa com prejuízo estimado em R$ 1,76 milhão, um idoso sob curatela que teria perdido R$ 94,1 mil e outra vítima com perdas superiores a R$ 240 mil. Os valores investigados ultrapassariam R$ 2,1 milhões. A polícia também apura possíveis indícios de lavagem de dinheiro, com circulação dos recursos entre contas e casas de jogos e apostas.

A defesa de Adilson afirmou que ele desconhece as acusações e não tem envolvimento com as irregularidades investigadas. A defesa de Vanessa ainda não havia se manifestado. O Santander foi procurado para responder sobre o empréstimo, eventual ressarcimento das vítimas e a demissão da ex-funcionária, mas não havia apresentado resposta.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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