Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Flávio evita explicar contrato com Vorcaro e afirma que não é responsável

Na sabatina do Jornal Nacional, candidato disse que pagamentos foram patrocínio privado e negou uso de recursos públicos no filme.

Flávio não responde sobre contrato com Vorcaro: 'Não cabe a mim'

Durante a sabatina do Jornal Nacional, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não apresentou detalhes da prestação de contas de “Dark Horse” e afirmou que não cabe a ele revelar informações do contrato com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para financiar o filme.

O que aconteceu

“Não firmei contrato com ninguém”, declarou Flávio. Ele afirmou que sua participação na produção foi autorizar o uso da própria imagem e buscar investidores. Ao ser perguntado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre quando tornaria público o acordo com Vorcaro, disse que não era responsável pelo contrato.

O candidato manteve a versão de que os pagamentos feitos por Vorcaro foram “patrocínio privado” para o filme e que nenhum recurso público foi utilizado. Segundo Flávio, o banqueiro atuou como “investidor” e não recebeu qualquer contrapartida. Ele também afirmou que tudo foi feito de boa-fé e dentro da legalidade. Vorcaro é investigado em uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil e está preso.

O senador declarou que o episódio está “mais do que esclarecido”, mas não explicou de que maneira o dinheiro foi aplicado. Depois que o caso veio a público, Flávio havia prometido divulgar os gastos da produção, o que não ocorreu. Na sabatina, afirmou que a prestação de contas foi entregue à Polícia Civil de São Paulo. Ele não foi questionado sobre a suspeita de que dinheiro do filme teria sido usado para manter o irmão Eduardo nos EUA.

Gravações e mensagens mostram Flávio solicitando dinheiro a Vorcaro. Em um dos áudios, de novembro de 2025, o senador diz ao banqueiro que as parcelas estavam atrasadas e que atravessava “um momento decisivo do filme”. A conversa teria ocorrido um dia antes da prisão de Vorcaro.

A negociação teria chegado a R$ 134 milhões. Desse valor, R$ 61 milhões teriam sido pagos. Uma parte dos recursos teria sido enviada pela Entre Investimentos e Participações, que mantinha parceria com empresas de Vorcaro, ao fundo Havengate Development Fund LP, com sede no Texas (EUA) e sob controle de aliados de Eduardo Bolsonaro.

No início, Flávio negou ter solicitado dinheiro a Vorcaro. Depois da divulgação dos áudios, porém, o senador confirmou que houve a negociação.

A PF investiga se os valores enviados pelo banqueiro foram realmente destinados ao filme. Uma das hipóteses é que o dinheiro tenha custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, acusação negada por ele. Flávio não foi questionado sobre essa suspeita no Jornal Nacional.

O senador visitou Vorcaro depois da prisão. Questionado sobre o encontro, afirmou que sua relação com o ex-banqueiro se limitava a assuntos ligados ao filme e declarou que “quem deve prestar explicações é o Lula.”

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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