RIO DE JANEIRO — O avanço do mar destrói imóveis e deixa ruínas na faixa litorânea de Atafona, distrito de São João da Barra. O fenômeno ocorre há décadas e faz a água avançar cerca de 5 metros por ano em áreas próximas às casas.
Em 2026, a prefeitura autorizou um estudo científico para investigar as causas da erosão costeira. A pesquisa foi denominada Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e deverá analisar a dinâmica costeira da região, incluindo fatores oceanográficos, climáticos e hidrossedimentológicos.
Alterações no Rio Paraíba do Sul
Um relatório técnico municipal aponta que o processo é intensificado por mudanças no canal do Rio Paraíba do Sul. Entre elas estão a retirada de água, a construção de barragens e a extração de areia.
As intervenções alteram o fluxo natural de sedimentos. Conforme a descrição do Serviço Geológico do Brasil, a área é moldada pela ação das ondas e por antigas linhas de praia. A areia deixa um trecho e reaparece em outro, enquanto paredes rachadas e fundações emergem da areia durante o recuo marítimo.
As causas definitivas, porém, ainda dependem da conclusão do EVTEA. O estudo não tem previsão de término e deverá formar uma base técnica para explicar a erosão que continua em Atafona.








