Joinville, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

El Niño amplia risco de seca para soja e milho na safra de 2026

Previsão de intensificação do fenômeno climático na segunda metade de 2026 preocupa regiões produtoras do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

El Niño amplia risco de seca para soja e milho na safra de 2026
Foto: Divulgação

A previsão de intensificação do El Niño na segunda metade de 2026 aumenta o alerta para a safra de verão de soja e milho. O fenômeno pode alterar a distribuição das chuvas e provocar períodos de temperaturas elevadas, ampliando o risco de estresse hídrico em áreas produtoras do Sul, do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil.

Para Julia Veiga, engenheira agrônoma e coordenadora de portfólio da Biotrop, o cenário exige manejo preventivo e resiliente. Na soja, a seca pode limitar o desenvolvimento das raízes desde os estágios iniciais, reduzindo a capacidade de absorção de água e nutrientes presentes no solo.

Durante a fase reprodutiva, a falta de água pode provocar o abortamento de flores e vagens, além de diminuir o número e o peso dos grãos. “Quando o déficit hídrico ocorre durante a fase reprodutiva, a falta de água provoca o abortamento de flores e vagens, causa diminuição do número e peso de grãos e reduz o potencial produtivo”, explica Julia.

No milho, o déficit hídrico afeta a formação e o desenvolvimento das espigas, a polinização e o enchimento dos grãos. A seca também provoca alterações fisiológicas nas plantas. Para reduzir a perda de água, os estômatos se fecham, o que diminui a fotossíntese, a produção de energia e a absorção de nutrientes. Com isso, o crescimento desacelera, o estresse oxidativo aumenta e a cultura perde capacidade de suportar condições climáticas adversas.

Manejo e bioinsumos

Entre as estratégias preventivas indicadas estão o uso de cultivares adaptadas e de bioinsumos. Ativadores microbiológicos aplicados no tratamento de sementes ou no sulco de plantio podem estimular o sistema radicular e melhorar a eficiência do uso de água pelas plantas.

Pesquisas conduzidas por consultorias e instituições parceiras registraram respostas positivas em mais de 86% dos ensaios com tecnologias biológicas em condições de seca. No milho, os testes apontaram incremento médio de seis sacas por hectare.

O cenário projetado para 2026 reforça o uso de ferramentas biológicas e métodos preventivos na gestão de risco da agricultura comercial.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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