GOIÂNIA — Preso nesta segunda-feira (28), o corretor imobiliário Roger Kogi Tabata é investigado por desviar valores de aluguéis e furtar eletrodomésticos de um apartamento administrado por ele. A Polícia Civil afirma que seis vítimas foram identificadas e que os prejuízos ultrapassariam R$ 1,1 milhão.
Tabata foi detido durante a Operação Broker Scammer. A investigação começou há cerca de três meses, depois que uma vítima relatou que o administrador teria ficado com valores de aluguel, cobrado garantias inexistentes e exigido pagamentos antecipados de inquilinos. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao corretor.
Suspeitas na administração de imóveis
A equipe jurídica da empresa que contratou Tabata informou que ele administrava 49 imóveis. A relação começou em 2019 e, inicialmente, abrangia apenas parte das propriedades. Depois, toda a carteira passou a ficar sob responsabilidade do corretor.
As primeiras divergências foram identificadas no fim de 2021. Entre os problemas apontados está a suspeita de que Tabata se apresentava aos inquilinos como proprietário dos imóveis, embora exercesse a função de administrador. O contrato foi encerrado em novembro de 2022, após a empresa verificar que os aluguéis deixaram de ser repassados aos donos.
As acusações também envolvem cobranças de seguro contra incêndio sem documentos, retenção de valores destinados ao condomínio e ao IPTU e repasse incompleto de cauções pagas pelos inquilinos. A denúncia afirma ainda que o corretor teria recebido cheques pré-datados dos moradores e usado os documentos para obter dinheiro com empresas de factoring.
Segundo a equipe jurídica da empresa, Tabata teria alugado um apartamento ao próprio companheiro. Depois da desocupação, os dois teriam furtado eletrodomésticos que pertenciam à empresa.
A Polícia Civil autorizou a divulgação do nome do corretor para localizar outras possíveis vítimas.








