A ausência de Carlos Bolsonaro (PL) em debates, sabatinas e entrevistas passou a ser um dos temas da campanha ao Senado por Santa Catarina. O candidato não participou da sabatina da Jovem Pan Floripa, que exibiu uma cadeira vazia durante o programa. O apresentador Emanuel Soares afirmou que a entrevista estava agendada desde julho.
A assessoria de Carlos declarou que a participação não havia sido confirmada e informou que ele estava em Brasília. O candidato também não compareceu ao debate promovido pela Rádio Som Maior, em Criciúma, em 17 de agosto, nem ao encontro realizado pela CBN e NSC Total, em Florianópolis, no dia 23. As organizações responsáveis pelos eventos informaram que ele havia sido convidado.
Estratégia de campanha
A repetição das ausências provocou discussões entre aliados de Carlos Bolsonaro sobre a decisão de reduzir a exposição em confrontos públicos. A estratégia teria sido considerada inicialmente uma forma de evitar situações de risco, mas integrantes do grupo passaram a avaliar que a falta em debates, sabatinas e entrevistas pode alimentar críticas sobre a ligação do candidato com Santa Catarina.
Também são discutidas entre correligionários a experiência de Carlos em debates e sua familiaridade com o estado. A preocupação aumentou após os temporais que atingiram Santa Catarina no fim de agosto. Naquele período, Carlos estava em Brasília e retornou ao estado somente no dia 31.
A campanha manteve presença forte de temas nacionais nos discursos. Depois de ser criticado porque sua primeira participação no horário eleitoral não mencionou Santa Catarina, o candidato passou a fazer referências diretas ao estado em peças posteriores.
As ausências também entraram nas críticas dos adversários enquanto a disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado avança. A participação de Carlos nos próximos debates e entrevistas deve continuar sendo acompanhada ao longo da campanha.








