Augusto Cury (Avante) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) seria derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Candidato à Presidência da República, o escritor rejeitou a pressão pelo chamado voto útil e apresentou sua candidatura como alternativa aos dois principais adversários.
As declarações foram dadas durante uma sabatina nesta quarta-feira (23), em meio à estratégia de Flávio para concentrar os votos do campo da direita ainda no primeiro turno. Cury aparece em terceiro lugar nas pesquisas mencionadas e disse acreditar que Lula teria vantagem em um confronto direto com o senador.
A avaliação foi relacionada por Cury à derrota de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, para Lula na eleição de 2022. A possibilidade de um novo confronto em 2026, porém, é uma projeção política feita pelo candidato do Avante.
Cury também declarou que pretende disputar a etapa decisiva contra Lula e que não apoiaria nenhum dos dois adversários caso ficasse fora da disputa. “Eu quero Lula no segundo turno porque nós vamos aposentá-lo”, afirmou.
O escritor avaliou ainda os governos anteriores de Lula. Para Cury, o primeiro mandato do petista foi “muito interessante”, com menção à atuação de Henrique Meirelles na Presidência do Banco Central. Na sequência, disse que a trajetória dos governos do PT foi piorando.
Questionado se a intenção de “aposentar” Lula poderia indicar uma aproximação com Flávio, Cury negou essa possibilidade. Também afirmou que o senador não deveria receber apoio.
Críticas ao projeto Dark Horse
Cury direcionou outra crítica a Flávio ao abordar o financiamento de um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro e as informações relacionadas ao projeto Dark Horse. O candidato disse que o senador não havia explicado a planilha ligada ao projeto.
A ofensiva ocorre enquanto Flávio busca reunir o eleitorado de direita em torno de sua candidatura. Levantamentos do Datafolha realizados em setembro simularam a distribuição dos votos de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury em uma disputa entre Lula e Flávio. Nesse recorte, 43% declararam voto em Flávio e 30% em Lula.








