RIO DE JANEIRO — O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu a investigação de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) durante ato na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele afirmou que, se eleito, não haverá proteção para autoridades diante de eventuais indícios de corrupção.
Cury declarou solidariedade ao ministro André Mendonça e também mencionou Fachin e outros integrantes do STF. Para o candidato, as apurações devem alcançar todos os funcionários e colaboradores públicos, eleitos ou não. Ele afirmou que, caso não seja comprovada culpa, os investigados devem ser liberados; se houver comprovação, deve haver condenação.
O candidato disse ainda que pretende exercer a Presidência sem depender de prestígio ou dinheiro. Segundo Cury, o salário presidencial seria destinado ao financiamento mensal de 2 microempresas de alunos de escola pública.
A estimativa do Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e da More in Common apontou a presença de 1,4 mil pessoas. A contagem foi realizada com base em fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial.
Propostas apresentadas no ato
Cury chegou ao local às 11h25. Os apoiadores se reuniram no Posto 6 e seguiram pela Avenida Atlântica, sob chuva, até o Posto 5, em um percurso de 500 metros.
Durante o discurso em um trio elétrico, o candidato prometeu financiar 10 milhões de microempresas em cada comunidade ou favela. Ele também propôs a instalação de uma agência do Banco do Empreendedor e de uma Escola do Empreendedor em cada escola pública.
Cury afirmou que pretende governar com justiça e inteligência e disse que convocaria especialistas para administrar o país. Também declarou que o Brasil não pode continuar sendo capturado por 2 famílias, embora tenha afirmado respeitar pessoas da direita e da esquerda.
O candidato citou uma visita à Rocinha na semana passada e relembrou a infância. Ele contou que viveu com os pais e mais 6 filhos em um único quarto, sem roupas e calçados suficientes.
Cury também falou sobre a mulher, Suleima, com quem está casado há 43 anos. Ao abordar a situação das mulheres, mencionou mortes praticadas por maridos ou parceiros a cada 5 ou 6 horas, juros 4% maiores e remuneração média 21% menor em determinados trabalhos para pessoas com a mesma qualificação.
A agenda foi encerrada por volta das 12h45.








