A relação entre a torcida do Vitória e o time perdeu força após a retomada do futebol depois da Copa do Mundo. Os dois últimos jogos no Barradão registraram os menores públicos do clube nesta Série A, em um momento de queda de rendimento sob o comando de Jair Ventura.
O Vitória começou 2026 com o título da Copa do Nordeste, uma campanha considerada positiva na Copa do Brasil e um primeiro turno de Série A sem proximidade com o Z-4. Depois da pausa, porém, a equipe passou a apresentar dificuldades em campo. O time tem demonstrado desgaste, sofre mais no segundo tempo e não consegue manter o desempenho esperado.
A permanência de Jair Ventura passou a influenciar diretamente o ambiente nas arquibancadas. A torcida, antes marcada por festas nos jogos, reduziu sua participação nas partidas recentes. A avaliação apresentada é de que a conexão com o público teve papel importante na reconstrução do clube e que o afastamento representa uma perda para o time.
Números do segundo turno
A equipe somou 7 pontos em 27 disputados no segundo turno e perdeu três dos últimos quatro jogos em casa. Como o Vitória não vence fora de casa, a manutenção do treinador estava ligada à expectativa de que o Barradão ajudasse o time a conquistar pontos. Esse argumento perdeu força diante dos resultados recentes.
A diretoria também é cobrada por uma decisão tomada em 2025. Naquele ano, houve uma oportunidade de mudança, mas a troca só ocorreu depois da partida contra o Confiança, quando Carpini foi demitido. Além do treinador, a análise divide responsabilidades entre quem fez a contratação, os jogadores e o setor responsável pela preparação física.
A Data FIFA aparece como uma janela para que o clube tome uma decisão antes do próximo compromisso citado, contra a Chapecoense. A preocupação é que o time siga errando passes curtos, recorrendo aos lançamentos longos quando sente o desgaste e repetindo atuações abaixo do esperado.
A possibilidade de rebaixamento é considerada baixa, mas o Vitória está a quatro pontos do Z-4. A torcida espera uma temporada sem a necessidade de voltar a exercer papel decisivo na luta contra a queda. Caso Jair permaneça, escapar do Z-4 será tratado como obrigação básica, e não como confirmação do trabalho realizado.








