Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

Operação prende três suspeitos de negociar títulos falsos em Salvador

Ação da Polícia Civil da Bahia cumpriu oito mandados e investiga fraude com títulos que ultrapassam R$ 32 milhões.

Operação prende três suspeitos de negociar títulos falsos em Salvador

Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira, 15, durante a Operação Sem Lastro, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA) para investigar a criação e a negociação de títulos de crédito e recebíveis fraudulentos, incluindo duplicatas falsas.

Segundo a PC-BA, os títulos que circulavam ultrapassam R$ 32 milhões. O prejuízo financeiro já confirmado passa de R$ 15 milhões. A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais nos bairros Jardim Armação e Jardim das Margaridas.

Um casal foi encontrado no Jardim Armação, enquanto a terceira prisão ocorreu no Jardim das Margaridas. Nas buscas, os agentes apreenderam comprovantes bancários e outros documentos que podem contribuir para as investigações.

Funções no esquema

Conforme a Polícia Civil da Bahia, o grupo usava empresas do ramo veterinário, voltadas à comercialização e ao armazenamento de ração e insumos para animais, para dar aparência de regularidade às operações.

O homem preso no Jardim Armação atuava nos setores financeiro e comercial. Ele seria responsável pela criação, falsificação e negociação dos títulos fraudulentos. Ainda segundo a investigação, praticava autopagamento com recursos de empresas ligadas ao grupo para quitar os próprios títulos e simular capacidade financeira. Mesmo depois da descoberta das irregularidades, teria apresentado uma nova carteira de títulos fraudulentos de R$ 17 milhões.

A mulher presa no Jardim das Margaridas trabalhava nos setores financeiro e contábil, com atuação na manipulação de balanços e informações financeiras para conferir aparência de solidez econômica ao esquema.

A terceira investigada, médica-veterinária e esposa do principal investigado, atuava na área patrimonial e societária. Ela recebeu a transferência de 100% das cotas de uma empresa, avaliadas em R$ 1 milhão, em 24 de março de 2026, enquanto as investigações já estavam em andamento. A operação foi associada a uma separação conjugal simulada, conforme publicações em redes sociais que indicariam a continuidade do relacionamento e da convivência do casal.

O delegado José Nélis afirmou que as fraudes atingiram comerciantes e investidores e fizeram com que pessoas tivessem seus nomes protestados por títulos sem relação com dívidas reais. Os prejuízos, principalmente entre pequenos comerciantes, levaram alguns à falência.

Os três presos permanecem à disposição da Justiça. A operação é realizada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), e as investigações continuam para esclarecer a participação individual, acompanhar o fluxo dos recursos e identificar possíveis outros integrantes.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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