A minissérie O Monstro em Mim é uma opção para quem procura uma história curta de suspense psicológico, mistério e personagens ambíguos. Com oito episódios, a produção acompanha uma escritora que encontra no novo vizinho um possível tema para retomar a carreira.
Lançada no ano passado, a série tem Claire Danes e Matthew Rhys nos papéis principais e foi indicada ao Emmy 2026. A trama começa quando Aggie Wiggs, uma autora famosa afastada da vida pública após a morte do filho, conhece Nile Jarvis, um milionário do mercado imobiliário que compra a casa ao lado.
Nile é cercado por suspeitas. Sua primeira esposa, Madison, desapareceu depois de deixar um bilhete de suicídio, mas o corpo nunca foi encontrado. Interessada pelo caso e atraída pela possibilidade de transformar a história em livro, Aggie começa a investigar o vizinho.
Entre luto e obsessão
A investigação se mistura ao processo de luto da escritora e ao bloqueio criativo que interrompeu sua carreira. A chegada do agente do FBI Brian Abbott aumenta a tensão ao alertar Aggie sobre Nile. A trama também apresenta Teddy Fenig, motorista embriagado responsável pelo acidente que matou o filho da protagonista. A notícia de seu suicídio, sem que o corpo tenha sido localizado, contribui para ampliar a paranoia da escritora.
Nile é mostrado como um empresário envolvido em manobras corporativas e políticas ilegais ao lado do pai, Martin, e do tio Rick. Enquanto isso, a relação entre ele e Aggie se torna cada vez mais complexa, marcada por admiração, desconfiança e conflitos psicológicos.
Claire Danes interpreta uma mulher consumida pelo luto e pela necessidade de encontrar sentido após a morte do filho. Matthew Rhys constrói Nile como uma presença carismática e ameaçadora. Quando os dois estão juntos, conversas comuns assumem o tom de interrogatórios.
A produção mantém a dúvida sobre as intenções dos personagens nos primeiros episódios, mas a tensão diminui a partir do quinto. A resolução também é mais rápida que a preparação da história. Ainda assim, a série explora escolhas, omissões, responsabilidade e diferentes formas de monstruosidade humana.
Quatro dos oito episódios foram dirigidos pelo brasileiro-americano Antonio Campos. Os demais ficaram sob responsabilidade de Tyne Rafaeli e Lila Neugebauer. A produção tem 85% de aprovação da crítica e 75% do público no Rotten Tomatoes.








