BRASÍLIA — Os rodoviários do Distrito Federal confirmaram em assembleia neste domingo (27) a paralisação a partir desta segunda-feira (28). A categoria reivindica reajustes salariais e benefícios relacionados à data-base de 1º de agosto de 2026.
De acordo com dados do GDF, cerca de 1 milhão de passageiros utilizam os ônibus diariamente na capital. O governo informou que tomou medidas legais junto ao Tribunal Regional do Trabalhão (TRT-DF) para tratar da greve.
A decisão ocorreu depois de os trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pelas empresas. O pacote previa reajuste salarial de 5,5%, manutenção dos postos destinados à função de cobrador e pagamento das diferenças salariais retroativas.
Entre as reivindicações da categoria estão 8% de reajuste nos salários, 10% de aumento nos benefícios alimentares e 12% de reajuste no plano de saúde.
Posição do GDF
Em nota, o Governo do Distrito Federal classificou a greve como político-eleitoreira e afirmou ter pedido ao TRT-DF que reconheça a ilegalidade do movimento. O governo também declarou reconhecer o direito dos trabalhadores de apresentar reivindicações salariais e relacionadas às condições de trabalho.
Segundo o GDF, as negociações com as empresas ocorrem desde julho passado, com mais de dez propostas apresentadas. O governo afirmou ainda que o Sindicato do Rodoviários é filiado à CUT e acusou a entidade de adotar uma postura de intransigência nas tratativas.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) solicitou à Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade apoio para manter a operação das linhas de transporte público coletivo durante os dias de votação. Para isso, a Secretaria de Transporte e Mobilidade autorizou a adoção da tabela horária dos dias úteis no primeiro e em eventual segundo turno.
Como as eleições ocorrerão aos domingos, o transporte será gratuito nessas datas. O GDF também pediu ao Judiciário trabalhista que determine a circulação mínima de 80% da frota nos horários de baixo fluxo e de 100% nos períodos de maior movimento: das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30.
O governo aguarda a decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal sobre o funcionamento do transporte rodoviário durante o processo de negociação da data-base.








