O Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) informou que Valéria Rodrigues de Sousa da Silva não tem registro profissional e não está autorizada a atuar como biomédica, realizar procedimentos estéticos ou fazer aplicações injetáveis. Ela havia se apresentado como biomédica à família de uma professora que morreu horas depois de receber uma injeção contra queda de cabelo.
Para trabalhar como biomédico esteta, é necessário ter formação em Biomedicina, habilitação em Biomedicina Estética e registro regular no conselho regional. Como Valéria não é inscrita em nenhum Conselho Regional de Biomedicina, o CFBM afirmou que ela também não pode responder a processo ético-disciplinar na entidade.
O conselho explicou que biomédicos estetas habilitados e regularizados podem realizar algumas aplicações de substâncias para fins estéticos, inclusive por via intramuscular. Os locais dos procedimentos também precisam cumprir regras sanitárias e ter a documentação exigida pelos órgãos responsáveis.
Investigação policial
O delegado Petter Ranquetat, da 23ª DP (P Sul), disse que a Polícia Civil apura possíveis crimes de exercício irregular da medicina e homicídio. A classificação poderá ser culposa ou dolosa, conforme o avanço da investigação.
A polícia recolheu os frascos do suposto complexo vitamínico usado na aplicação. O material será analisado, enquanto os investigadores aguardam os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística. Os documentos devem ajudar a esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do procedimento.
Segundo a Secretaria de Saúde, o endereço onde funcionava o salão não tinha licença sanitária nem cadastro na Vigilância Sanitária. O imóvel era registrado como residencial e não possuía autorização para atividades comerciais de saúde ou estética.
A Polícia Civil também investiga o caso como eventual homicídio culposo e exercício ilegal de atividade de saúde. A dona do salão foi procurada, mas não respondeu.







