As forças de segurança da Bahia prenderam 65 integrantes de facções criminosas em três operações realizadas na última semana. As ações também apreenderam armas e drogas e bloquearam mais de R$ 100 milhões ligados às organizações, informou o governador Jerônimo Rodrigues nesta quarta-feira, 16.
A estratégia estadual passou a incluir o ataque à estrutura financeira das facções, além das ações policiais. As operações tiveram cooperação de polícias de outros estados e da Polícia Federal, com foco no enfraquecimento econômico das organizações criminosas.
Em Salvador, os dados da Secretaria da Segurança Pública apontam redução próxima de 30% nas mortes violentas. Jerônimo afirmou que o resultado das operações depende do trabalho conjunto dos profissionais da área. “Só na última semana, em três operações contra facções, nós prendemos 65 criminosos”, declarou.
Balanço das ações de segurança
O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, atribuiu o trabalho contra as facções aos investimentos, à integração entre as forças e ao uso de inteligência. Neste ano, foram apreendidas mais de 15 toneladas de drogas, desarticulados mais de 30 laboratórios e retiradas de circulação mais de 4 mil armas de fogo.
Werner também mencionou a apreensão de um arsenal durante as operações integradas da última semana e afirmou que as ações continuarão. O governo informou ainda que, desde o início da gestão, a contratação de policiais, peritos e bombeiros elevou o efetivo em 30% em relação ao de 20 anos atrás.
A estrutura da segurança pública também foi ampliada com novas delegacias e batalhões, além de viaturas, coletes, helicópteros e drones.
Novas medidas previstas
O programa de governo de Jerônimo Rodrigues estabelece 13 compromissos para ampliar o enfrentamento ao crime organizado em todo o estado. Entre as propostas estão a contratação de policiais e bombeiros, o reforço das investigações e da perícia, o combate ao patrimônio das facções e a criação de uma Plataforma Estadual Integrada de Dados e Inteligência.
O plano também prevê a ampliação do Bahia pela Paz, a integração entre forças estaduais, municípios e União, além do uso de câmeras corporais, videomonitoramento inteligente, reconhecimento facial e leitura automática de placas.
Na área prisional, as medidas incluem expansão da infraestrutura, construção de unidades de segurança máxima e reforço da assistência jurídica, da educação e da qualificação profissional. A proposta combina repressão, inteligência e prevenção com ações de ressocialização e reintegração social de egressos.








