Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Altered Carbon mistura investigação, cyberpunk e dilemas sobre a imortalidade

Com duas temporadas e 18 episódios, a série acompanha um investigador em um futuro no qual a consciência pode mudar de corpo.

Altered Carbon mistura investigação, cyberpunk e dilemas sobre a imortalidade
Foto: Divulgação

Altered Carbon é uma série de ficção científica da Netflix que combina investigação policial, ação e estética cyberpunk. Lançada em 2018, a produção teve duas temporadas e foi encerrada após 18 episódios.

A série adapta o livro homônimo de Richard K. Morgan, publicado em 2002 e vencedor do Philip K. Dick Award de Melhor Romance no ano seguinte. A trama apresenta um futuro em que a morte deixou de ser um limite necessariamente definitivo, mas a tecnologia responsável por prolongar a existência está concentrada nas mãos de uma elite.

Um investigador em diferentes corpos

A história se passa no ano de 2384. Nesse período, a consciência humana pode ser armazenada em implantes chamados Stacks. Com isso, a mente consegue ser transferida para outros corpos, que passam a funcionar como receptáculos.

É nesse contexto que Takeshi Kovacs retorna à vida depois de 250 anos. Ele fazia parte dos Emissários, um grupo rebelde derrotado do qual foi o único sobrevivente. Na primeira temporada, o personagem é interpretado por Joel Kinnaman.

A missão de Kovacs começa quando o milionário Laurens Bancroft, vivido por James Purefoy, afirma ter sido assassinado. Ele não consegue recuperar as lembranças do período anterior ao último backup e contrata o investigador para descobrir o que aconteceu.

Bancroft faz parte de uma elite que usa a riqueza para criar novos corpos e conservar cópias da própria consciência. Em troca da investigação, oferece a Kovacs um perdão e uma recompensa. O caso, porém, deixa de ser apenas uma apuração de assassinato e passa a revelar conflitos mais amplos daquela sociedade.

Tecnologia, desigualdade e conflitos éticos

O universo da série mostra uma cidade iluminada por neon, mas também marcada por violência, crime e precariedade. A possibilidade de escapar da morte não está disponível para todos da mesma forma, o que amplia a distância entre grupos sociais.

A produção explora o contraste entre tecnologia avançada e baixa qualidade de vida, um dos elementos centrais da ficção cyberpunk. A imortalidade, nesse cenário, não é tratada apenas como avanço: ela também levanta questões sobre ética, desigualdade e os limites da condição humana.

Ao longo dos episódios, a narrativa aborda os desejos dos mais ricos, os efeitos da imortalidade sobre a mente, a evolução das inteligências artificiais e da realidade virtual. A série também apresenta o Neo-Catolicismo e observa como os fiéis lidam com as transformações daquele mundo.

Mudança de protagonista na segunda temporada

A lógica dos corpos intercambiáveis permite uma alteração importante no elenco. Na segunda temporada, Anthony Mackie assume o papel de Kovacs no lugar de Joel Kinnaman. O personagem desperta em um corpo aprimorado e se envolve em outra investigação de assassinato.

A troca de intérprete acompanha a própria premissa da produção, já que a identidade física de Kovacs não permanece fixa. O universo da série também ganhou o anime Altered Carbon: Nova Capa (2020), que funciona como uma história anterior aos acontecimentos da trama principal.

Visual cyberpunk

A estética é um dos principais destaques de Altered Carbon. As ruas iluminadas por neon, as comunidades dos mais ricos instaladas nos céus e as representações holográficas das inteligências artificiais ajudam a construir a cidade futurista.

O visual também reforça o contraste entre as classes sociais e entre os ambientes. Apesar do avanço tecnológico, a cidade continua associada à sujeira, à violência e à desigualdade.

A série recebeu 75% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Embora alguns arcos narrativos tenham resoluções menos satisfatórias, a produção se apoia na construção de mundo, nos questionamentos sobre a imortalidade e na identidade visual para desenvolver uma ficção científica já encerrada.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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