O Paraná Clube está perto de concluir a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a NextPlay/holding Chenus. O acordo depende da resolução de questões jurídicas e prevê a aquisição de 90% das ações, com investimentos superiores a R$ 100 milhões ao longo de 10 anos.
Gustavo Magalhães, sócio-fundador da Chenus, afirmou que a tradição do clube foi decisiva para a negociação. A oportunidade apareceu depois de o Paraná ficar sem divisão nacional. A empresa também passou a atuar em questões relacionadas aos credores e nos investimentos para a retomada da equipe.
“O Paraná Clube foi uma oportunidade que tivemos. É um clube de grande tradição, história importante no futebol brasileiro e estava em um momento desafiador”
Outro ponto destacado por Magalhães foi o patrimônio do Paraná, que conta com estádio próprio. Ele também mencionou a força da torcida, apontada como a terceira maior do estado. A projeção é construir um projeto sustentável com receitas recorrentes, como sócio-torcedor, bilheteria e direitos de nome (naming rights).
O Paraná caiu para a segunda divisão do Campeonato Paranaense em 2022, ano em que disputou pela última vez uma divisão nacional, a Série D. Em 2025, sofreu uma nova queda. Depois de ser vice-campeão, o clube busca o ressurgimento e conquistou o acesso à elite estadual em 2027.
Pedro Weber, CEO da Next Play, afirmou que o acesso representa o começo do projeto. “Temos o compromisso de estabelecer bases sólidas para o futuro do Tricolor”, declarou.
Rival de Athletico e Coritiba, o Paraná disputou o Brasileirão pela última vez em 2018, quando retornou à competição após onze anos. Na campanha, terminou na 20ª posição, com 23 pontos.
O clube é heptacampeão do Campeonato Paranaense, com o título mais recente em 2024. Também conquistou a Série B de 1992, seu título nacional.








