Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Gustavo Kuerten completa 50 anos como maior nome do tênis brasileiro

Tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo, Guga construiu uma trajetória marcada por títulos e identificação com o público.

Gustavo Kuerten completa 50 anos como maior nome do tênis brasileiro
Foto: Reprodução I Instagram

Gustavo Kuerten completa 50 anos nesta quinta-feira, 10, com uma trajetória que o colocou entre os principais nomes da história do tênis brasileiro. Nascido em Florianópolis, em 1976, Guga conquistou Roland Garros três vezes, alcançou o topo do ranking da ATP e se tornou um dos maiores símbolos esportivos do país.

A relação com o tênis começou aos seis anos, por influência da família. A formação do catarinense foi marcada pela morte do pai, Aldo Kuerten, que sofreu um infarto durante uma competição em Curitiba, em 1985, quando Guga tinha oito anos. Antes de morrer, Aldo pediu ao treinador Larri Passos que acompanhasse o desenvolvimento esportivo do filho. A parceria permaneceu durante praticamente toda a carreira do tenista.

A ascensão em Roland Garros

Em 1997, Guga chegou ao torneio francês como número 66 do mundo e ainda não havia conquistado um título profissional de simples nem vencido uma partida na chave principal de Roland Garros. Ao fim da competição, porém, era campeão.

Na campanha, o brasileiro derrotou Slava Dosedel, Jonas Bjorkman, Thomas Muster, Andrei Medvedev, Yevgeny Kafelnikov e Filip Dewulf. Contra Muster, número 5 do mundo e campeão do torneio em 1995, e Medvedev, Guga venceu partidas de cinco sets. Kafelnikov era o número 3 do mundo e o atual campeão da competição.

A final foi disputada em 8 de junho de 1997, contra Sergi Bruguera, bicampeão de Roland Garros. Guga venceu por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/2, e levantou seu primeiro troféu de Grand Slam.

O brasileiro voltou a conquistar Roland Garros em 2000 e 2001, chegando ao total de 20 títulos profissionais de simples. Em 2000, na Masters Cup de Lisboa, superou Pete Sampras na semifinal e Andre Agassi na decisão. O resultado o levou ao primeiro lugar do ranking mundial, feito que ainda o mantém como o único brasileiro a alcançar a liderança da ATP.

Guga também ganhou oito torneios de duplas e chegou ao 38º lugar do ranking da modalidade em 1997. Sua imagem foi reforçada pelo carisma, pelos uniformes coloridos e pela comemoração em forma de coração desenhada na quadra.

Fora do esporte, a família continuou presente. Guga costumava dar ao irmão Guilherme, que tinha paralisia cerebral, troféus conquistados na carreira. Guilherme morreu em 2007, pouco antes de o tenista encerrar a trajetória profissional, em 2008.

Torcedor do Avaí e ligado a Florianópolis e a Santa Catarina, Guga deixou as quadras como referência do esporte brasileiro. Sua carreira também é lembrada pela identificação construída com torcedores do país e do exterior.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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