A expectativa do Bahia para o duelo com o Remo, nesta segunda-feira, 14, na Arena Fonte Nova, é contar novamente com Everton Ribeiro. O meia não entra em campo desde o empate por 0 a 0 com o Fluminense, em 29 de julho, e pode voltar a receber minutos após cinco partidas afastado.
Caso não seja utilizado por Rogério Ceni, o capitão chegará a seis jogos oficiais sem atuar. O Bahia tem adotado cautela com o camisa 10 por causa do período recente de recuperação médica, das dores crônicas na região lombar e do desgaste físico.
Recuperação médica e dores lombares
Em 2025, exames de rotina feitos pelo departamento médico do Bahia identificaram alterações que levaram ao diagnóstico de câncer papilífero de tireoide. Everton Ribeiro continuou jogando até a véspera da internação e, em outubro do ano passado, viajou a São Paulo para realizar uma tireoidectomia total.
A cirurgia retirou integralmente o tumor e não exigiu quimioterapia. Depois do procedimento, o jogador passou a fazer reposição hormonal diária. Com apoio do clube, renovou o vínculo até o fim de 2026 e retornou aos gramados como uma das referências técnicas e de liderança do elenco.
O novo problema surgiu em 2026, quando o meia começou a conviver com dores crônicas na região lombar. Durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo, entre junho e julho, o Bahia preparou uma programação específica, com transição física e exercícios direcionados.
Everton Ribeiro foi poupado de amistosos da intertemporada, mas o tratamento conservador não produziu o resultado esperado. Depois da partida contra o Fluminense, ele foi encaminhado a São Paulo e passou, em 6 de agosto, por um procedimento de infiltração e bloqueio na região sacroilíaca, entre a coluna e a pelve.
Retorno gradual aos jogos
O meia cumpriu um período de repouso, fisioterapia e recondicionamento físico. Nesse intervalo, ficou fora de compromissos do Bahia contra Vitória, Internacional e Vasco.
Na sequência, iniciou a transição no campo, com atividades com bola e progressão física. Antes do jogo contra o Red Bull Bragantino, em 5 de setembro, treinou normalmente, viajou com a delegação e foi relacionado. Rogério Ceni, porém, decidiu não utilizá-lo na vitória por 3 a 2.
Com as dores estabilizadas, Everton Ribeiro voltou a ficar à disposição do Bahia. A tendência é que o clube controle a minutagem do jogador, inclusive se ele começar a partida contra o Remo no banco.
Vínculo até o fim de 2026
A situação contratual também está em avaliação. Everton Ribeiro tem contrato com o Bahia até o fim de 2026, enquanto a permanência para 2027 ainda será discutida internamente.
No último sábado, o diretor de futebol Cadu Santoro afirmou que atletas em fim de contrato podem ter cláusulas de renovação automática. Nos casos em que isso não ocorre, clube e jogador podem negociar uma extensão.
"Ainda é cedo para tomar essas decisões, não tive conversa individual com ninguém", disse Santoro.
Aos 37 anos, Everton Ribeiro permanece entre as lideranças do elenco e pode ser uma alternativa para a reta final do Campeonato Brasileiro, caso seja utilizado contra o Remo.








