O jornalista esportivo Claudio Carsughi morreu na manhã desta quinta-feira (10), aos 93 anos, após uma infecção respiratória. A informação foi divulgada por sua filha, Claudia Carsughi, em uma publicação nas redes sociais.
Carsughi estava hospitalizado havia 27 dias. Claudia afirmou que o pai lutou contra a infecção e morreu em paz: “Meu pai acabou de partir.”
Nascido na Itália, o jornalista veio ainda jovem para o Brasil. Aos 13 anos, tornou-se correspondente do jornal italiano Corriere dele Sport, para o qual acompanhou os preparativos do país para receber a Copa do Mundo de 1950. Depois, trabalhou como correspondente nas publicações Calcio e Ciclismo Illustrato, Tuttosport e La Stampa.
Carreira no jornalismo esportivo
Carsughi também produziu conteúdos para os canais Carsughi, UOL Carros e UOL Esporte. Teve uma longa trajetória na Jovem Pan, onde comentou futebol, Fórmula 1 e temas ligados à indústria automobilística. Também trabalhou nas rádios Bandeirantes e Record.
Na imprensa escrita, passou por Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde, Placar e Quatro Rodas. Na televisão, atuou na ESPN Brasil e no SporTV.
O jornalista acompanhou cinco Copas do Mundo consecutivas como comentarista: os Mundiais de 1970, 1974, 1978, 1982 e 1986.
Relação com o automobilismo
Carsughi foi o primeiro jornalista a testar o Gol, da Volkswagen. Em 1992, dirigiu uma Ferrari Testarossa a convite da empresa italiana.
No ano passado, recebeu uma homenagem da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pelo reconhecimento à sua trajetória e à contribuição para o jornalismo e o automobilismo brasileiro.
Em texto publicado no site do pai, Claudia Carsughi destacou a atuação dele como jornalista, engenheiro, comentarista, editor e correspondente. Ela também afirmou que o humor ácido e as colocações diretas estavam entre suas marcas.








