As férias escolares do meio do ano de 2027 terão de ser reorganizadas nas cidades diretamente afetadas pela Copa do Mundo Feminina da FIFA. O torneio será disputado no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho, e o Ministério da Educação (MEC) definiu regras conforme o nível de impacto em cada localidade.
A competição contará com 64 partidas entre 32 seleções, distribuídas por oito unidades da Federação: Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
As mudanças serão obrigatórias nas oito cidades-sede e em cerca de 174 municípios de suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta. Nesses locais, os sistemas de ensino deverão reorganizar o calendário de 2027 para que o recesso ocorra depois do fim das atividades do primeiro semestre e coincida com o período do campeonato.
Nos municípios sem impacto direto da Copa, as redes estaduais e municipais terão autonomia para decidir se adaptarão as férias. A definição deverá levar em conta as condições educacionais, socioeconômicas e climáticas de cada região.
A regulamentação está no Parecer CNE/CEB nº 7/2026, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologado pelo MEC na terça-feira, 8. O documento estabelece referências para os sistemas de ensino durante a competição e prevê a possibilidade de estudantes e profissionais da educação acompanharem os jogos sem comprometer as atividades escolares.
A reorganização também considera a mobilidade urbana e a possibilidade de reduzir congestionamentos nas cidades envolvidas. No entanto, o recesso diferente não elimina a obrigação de cumprir 200 dias letivos e a carga horária escolar mínima anual prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
As orientações ainda se aplicam aos cursos de qualificação profissional e à educação profissional técnica de nível médio previstos na legislação.








