NITERÓI — O Estádio Caio Martins será cedido para a Prefeitura de Niterói e usado em uma obra de macrodrenagem. O projeto prevê a construção de um reservatório subterrâneo sob o campo, com capacidade para armazenar 80 milhões de litros de água e ajudar a reduzir alagamentos em Icaraí, Santa Rosa e no Largo do Marrão.
O complexo, que inclui campo de futebol, arquibancadas e vestiários, pertencia ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e foi cedido ao município neste mês de setembro. A área tem aproximadamente 25 mil metros quadrados. A previsão é que a obra comece ainda em 2026 e seja concluída após um ano e meio.
A estrutura subterrânea receberá a água captada por uma nova rede de drenagem, formada por cerca de seis quilômetros de tubulações e galerias. Entre as instalações previstas estão estruturas de cinco metros por dois metros nas ruas Presidente Backer e Lopes Trovão. Depois, a água será liberada de maneira controlada para o Rio Icaraí por meio de um sistema de bombas.
Em uma etapa posterior, o terreno também deverá receber um parque municipal, com espaços esportivos, áreas de convivência, opções de lazer para famílias e um parcão.
História ligada ao Botafogo
Inaugurado em 1941 para receber partidas do Campeonato Carioca em Niterói, o Caio Martins tinha capacidade para 15 mil pessoas. O primeiro jogo terminou com vitória do Vasco por 3 a 1 sobre o Canto do Rio.
No fim da década de 1980, o estádio passou a ser usado com mais frequência pelo Botafogo. O clube mandou partidas no local até 2004, e seu último jogo ali ocorreu em dezembro daquele ano, contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro.
O Botafogo continuou administrando o complexo, que também conta com um ginásio coberto para cinco mil pessoas e um parque aquático com capacidade para 2 mil pessoas. A devolução ao governo foi oficializada em 2021.








