O Palmeiras encerrou a janela de transferências do Brasil com quatro saídas e duas contratações, mas não trouxe um substituto para Allan, negociado com o Manchester City, da Inglaterra. O clube inicia o segundo semestre com a decisão de recorrer às opções do próprio elenco para preencher a lacuna no ataque.
Além de Allan, deixaram a equipe o goleiro Kaique, negociado com o Sporting, de Portugal, e os atacantes Luighi e Riquelme Fillipi. Luighi já marcou quatro gols em 10 jogos pelo New York City, dos Estados Unidos. Riquelme foi anunciado pelo Inter Miami e aguarda a documentação para viajar.
Para a defesa, o Palmeiras contratou o zagueiro Barboza, em resposta a uma lacuna tática identificada por Abel Ferreira e sua comissão técnica. O goleiro Bruno Bertinato chegou da Portuguesa com contrato até o fim do ano, ocupando o espaço deixado por Kaique. Kauan Lima, do sub-20 e da Seleção da categoria, também passou a integrar o grupo, embora continue atuando em partidas da base.
Planejamento financeiro e aposta na base
A ausência de reposição para o ataque também está relacionada ao planejamento financeiro. O Palmeiras projetou R$ 399 milhões em vendas em 2026 e, antes da negociação de Allan, ainda estava distante desse objetivo. A transferência do atacante rendeu cerca de R$ 240 milhões, entre valores fixos e variáveis.
Na avaliação da comissão técnica, para contratar um jogador com características semelhantes seria necessário investir valor parecido no mercado. O clube considerou a operação inviável e optou por desenvolver alternativas internas, ciente de que não terá um ala com o mesmo perfil de Allan.
Questionado sobre a capacidade do elenco para disputar as três competições, o auxiliar João Martins defendeu a condução financeira do Palmeiras. “O Palmeiras nunca vai falhar com o rigor financeiro no futebol brasileiro”, afirmou. Segundo ele, uma das funções da comissão é desenvolver atletas para contribuir com a saúde financeira do clube.
Allan foi citado como exemplo desse processo: o jogador chegou ao profissional ao atingir o limite de idade da base e evoluiu até despertar o interesse do futebol internacional. Agora, Pacheco, Belé, Benedetti e Larson estão entre os jovens que devem receber tempo para crescer.
As transferências para clubes estrangeiros ainda podem ocorrer fora da janela brasileira. Na Europa, as principais janelas terminaram em 1º de setembro; a de Portugal fecha nesta terça-feira. Na Arábia Saudita, o prazo vai até 12 de outubro, enquanto nos Emirados Árabes termina em 28 de setembro.








