A atuação de Fernando Hidalgo na tentativa de Julián Alvarez deixar o Atlético de Madrid pode levar o atacante argentino a buscar outro representante. O empresário acompanha a carreira do jogador desde o início, mas pessoas próximas ao atleta avaliam que a condução do processo ficou abaixo do esperado.
O destino desejado por Alvarez era o Barcelona. O clube catalão via o argentino como o substituto ideal para Robert Lewandowski, mas o Atlético de Madrid não aceitou iniciar negociações com os dirigentes adversários durante a janela de transferências. A tentativa de transferência, assim, não avançou.
A situação também teria afetado a relação entre Hidalgo e o clube madrilenho. O entorno de Alvarez atribui ao empresário parte da responsabilidade pelo desfecho e considera que a relação profissional se deteriorou durante a abordagem pela saída do atacante.
Conversas com agência de Javier Pastore
Alvarez manteve conversas com a The Elegant Game, agência do ex-jogador Javier Pastore. A empresa representa Enzo Fernández, amigo do atacante, e esteve envolvida na transferência do meio-campista para o Manchester City, depois de um período conturbado no Chelsea.
A mudança de agente poderia ser interpretada pelo Barcelona como um sinal favorável a novas investidas por Alvarez. Deco, diretor esportivo do clube catalão, indicou que a equipe pretende retomar as conversas pelo argentino na próxima janela do futebol europeu.
O caso de Enzo Fernández aumentou a atenção sobre Pastore. O jogador argentino manifestava desde março de 2026 o desejo de deixar o Chelsea e só conseguiu a transferência em setembro, após declarações polêmicas e um suposto rompimento com o clube.
Alteração prevista no regulamento da Fifa
Outro ponto que pode influenciar uma eventual saída de Alvarez é a mudança planejada pela Fifa para rescisões contratuais entre clubes e jogadores. A partir de 1º de janeiro de 2027, a entidade deve alterar o artigo 17 do regulamento, que trata das cláusulas de ruptura.
A alteração ocorre após negociações travadas por valores elevados ou pela recusa de clubes em discutir a saída de atletas que não desejam permanecer. A situação é relacionada ao impasse entre Alvarez e o Atlético de Madrid e também ao caso de Richarlison com o Tottenham.








