O Independiente del Valle ganhou destaque na imprensa espanhola antes do confronto com o Flamengo pelas quartas de final da Libertadores. O clube equatoriano foi descrito como um projeto que transformou sua presença no futebol sul-americano por meio de investimentos em infraestrutura, formação de jogadores, uso de dados e responsabilidade financeira.
Em 2006, o Del Valle ainda disputava a terceira divisão do Equador. Duas décadas depois, tornou-se uma das forças do continente. A mudança começou principalmente a partir de 2007, quando um grupo de empresários liderado por Michel Deller passou a comandar o projeto e direcionou recursos para a estrutura, a captação de talentos e o desenvolvimento de atletas.
O clube construiu um centro de treinamento e o Estádio Banco Guayaquil, além de profissionalizar diferentes departamentos. O modelo prevê a formação dos jogadores, o aproveitamento deles no time principal e a negociação posterior. Parte dos valores recebidos é destinada novamente à estrutura das categorias de base.
Formação e resultados
A base é um dos pilares do trabalho. O centro de treinamento abriga uma escola para os jovens das categorias inferiores, com suporte físico e psicológico. A metodologia também recebeu influência europeia, incluindo a contratação de profissionais estrangeiros para padronizar conceitos desde as equipes mais novas até o time profissional.
O crescimento fora de campo foi acompanhado por resultados. O Independiente del Valle chegou à final da Libertadores de 2016, venceu a Copa Sul-Americana em 2019 e 2022 e conquistou a Recopa Sul-Americana de 2023 contra o Flamengo, com o título confirmado no Maracanã.
Além das taças continentais, o clube acumulou títulos nacionais e ampliou sua presença na Libertadores. O Del Valle deixou de ser tratado apenas como uma surpresa e passou a ser considerado um adversário de peso no futebol sul-americano.








