SUÍÇA — Granit Xhaka, capitão da seleção suíça na última Copa do Mundo, é investigado pelo Ministério Público de Lucerna por uma possível obtenção fraudulenta de certificado de vacinação contra a Covid-19. O meia, de 33 anos, atualmente defende o Sunderland, da Inglaterra, e nega as acusações.
A investigação começou após uma operação policial contra um médico suspeito de falsificar certificados de vacinação durante a pandemia do Coronavírus. As buscas no consultório ocorreram em 2023, e as autoridades apreenderam provas relacionadas a dezenas de pessoas.
Segundo Simon Kopp, porta-voz da Procuradoria de Lucerna, o objetivo é verificar se houve alguma conduta criminal ligada à possível obtenção do documento falso. Xhaka será interrogado pela Justiça no início de outubro, na Suíça.
A assessoria do jogador afirmou que ele está à disposição das autoridades e que vai colaborar com a investigação. Também informou que Xhaka tem a confirmação do médico de que recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid em 25 de janeiro de 2022 e a segunda em 11 de novembro de 2022.
O jogador já havia sido envolvido em outro episódio relacionado à Covid-19. Em setembro de 2021, foi diagnosticado com o vírus depois de recusar a vacinação, apesar da recomendação das autoridades sanitárias da Suíça. Na época, defendia o Arsenal e ficou fora de dois jogos pela seleção.
Em janeiro de 2022, Xhaka teve um novo diagnóstico de Covid-19, antes de registrar a primeira dose da vacina. Recordista de partidas pela seleção suíça, com 152 atuações, ele disputou as três últimas edições da Copa do Mundo e foi convocado por Murat Yakin para as quatro primeiras rodadas da Liga das Nações, entre o fim deste mês e o início de outubro.








