O Fluminense passou a contar com Ganso em uma função mais recuada. Tradicionalmente responsável pela criação centralizada, o camisa 10 tem ocupado espaços próximos à defesa, ajudado na recomposição e participado da construção das jogadas sob o comando de Marcão.
A mudança ficou evidente na jogada que originou o primeiro gol. Pelo corredor esquerdo defensivo, Ganso desarmou o adversário e iniciou a transição para o ataque. Na sequência, Hulk encontrou Nonato, que ficou cara a cara com o goleiro e abriu o placar.
Além da participação na recuperação da bola, o meia também serviu Hulk no lance que terminou no segundo gol. A atuação reforçou o papel que ele vem desempenhando: oferecer controle e criatividade, mas também contribuir na marcação e na saída desde o primeiro terço do campo.
Marcão explicou que a presença de Ganso mais perto da defesa faz parte da proposta de controlar a partida e aproximar as linhas. “A ideia é clara”, afirmou o treinador, ao destacar a importância do jogador para a equipe.
O próprio meia também ressaltou a necessidade de recuperar o controle quando o time perdeu a organização durante o jogo. Segundo Ganso, a equipe voltou a circular a bola e conseguiu construir o segundo gol.
Ganso tem 31 jogos em 2026, 13 como titular, dois gols e uma assistência. O jogador de 36 anos tem contrato até o fim desse ano e reassumiu seu lugar na equipe em agosto, substituindo Lucho Acosta, que passou a ser alternativa no banco de reservas.
A mudança acontece gradualmente, com Ganso buscando a bola para iniciar as jogadas e aparecendo em zonas mais profundas do campo. Mesmo com a nova função, ele continua entre os principais responsáveis pelo controle da equipe e teve destaque na decisão da Libertadores.








