A proposta de reforma do estatuto do Flamengo prevê uma divisão mais clara entre governança, supervisão e execução no clube. O texto será votado nesta terça-feira pelo Conselho Deliberativo e estabelece mudanças na estrutura profissional rubro-negra.
O modelo apresentado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, cria duas principais lideranças. O Diretor-Geral ficará responsável pela gestão corporativa, enquanto o Diretor de Futebol comandará o futebol profissional e as categorias de base.
Conselho gestor
A proposta também inclui a criação do Conselho Gestor (COGE), com a função de supervisionar a atuação da diretoria. A intenção é separar as atribuições de governança das atividades ligadas à operação diária do clube.
Pelo texto, BAP teria o poder de nomear e destituir os integrantes do conselho. Os membros do COGE precisariam reportar a ele pedidos de autorização e mudanças.
O projeto ainda estabelece que o orçamento anual seja elaborado junto de um planejamento para os próximos três anos. A previsão inclui também uma projeção para cinco anos e indicadores destinados a acompanhar o desempenho do Flamengo.
Emendas e divergências
A versão final foi construída a partir da análise de 15 blocos de emendas, que reuniram 98 propostas apresentadas por conselheiros. O Flamengo informa que cerca de três quartos das sugestões foram incorporados total ou parcialmente ao documento.
A reforma, porém, divide os votantes. Os defensores afirmam que o estatuto, em vigor desde 1992, precisa ser atualizado por estar defasado em alguns pontos. Já os críticos avaliam que a aprovação pode ampliar os poderes de Luiz Eduardo Baptista e reduzir a transparência para os conselheiros.
Também estão previstas mudanças nas regras de nepotismo e na entrada, na estrutura profissional, de associados que já tenham exercido cargos eletivos no clube.







