TOWNSVILLE — O empate com a Austrália aumentou as dúvidas sobre os rumos da Seleção no início do ciclo para 2030. A equipe voltou a apresentar dificuldades no meio de campo e teve problemas para controlar a partida, cenário que mantém em debate a renovação do elenco e a continuidade do trabalho de Carlo Ancelotti.
A CBF defende a observação de jovens, mas o treinador prioriza a sequência do trabalho iniciado em junho de 2025. Contra a Austrália, o Brasil começou com sete jogadores que estiveram no Mundial e, mesmo assim, não conseguiu impor o ritmo durante boa parte do confronto.
Danilo Santos e Bruno Guimarães ficaram sobrecarregados nas tarefas defensivas e na construção das jogadas. A formação deixou espaços e contribuiu para uma partida aberta, com oportunidades para os dois lados. Irankunda, autor do gol australiano, resumiu o cenário: “Pra ser sincero, foi um jogo lá e cá, com chances para os dois lados.”
Novo teste no sistema
Ancelotti indicou que o Brasil pode mudar a formação na próxima partida. A equipe atuou no 4-2-4, mas o treinador avalia utilizar três meio-campistas e explorar a versatilidade de Raphinha como centroavante. “Às vezes, jogaremos com o sistema de hoje (4-2-4) e podemos jogar também com três meio-campistas”, afirmou.
O treinador também pediu paciência e disse que a prioridade é dar minutos a jogadores com menos participação, entre eles Endrick e Estevão. A expectativa por resultados, porém, convive com a necessidade de testar nove estreantes nesta Data Fifa.
O Brasil atravessa um período de cobrança após o ciclo entre 2022 e 2026, a queda nas oitavas de final e o resultado que não acontecia desde 1990. A equipe volta a campo na próxima terça-feira, às 7h (de Brasília), novamente contra a Austrália, em Brisbane.
Depois desse compromisso, a delegação segue para Calcutá, onde enfrentará a Índia no dia 3 de outubro.








