A troca por Ramon Menezes mudou a trajetória do Cruzeiro. Em 1993, o clube buscava um goleiro e apostou em Dida, então jovem talento que havia se destacado no time que foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro daquele ano. A decisão terminou com derrota para o Palmeiras.
Dida havia sido campeão mundial Sub-20 com a Seleção e passou a defender o Cruzeiro após a negociação. Ramon Menezes era meia e tinha forte concorrência no elenco. No gol da Raposa, Dida marcou época e passou a ser considerado, para muitos, o maior goleiro da história do clube.
Entre 1994 e 1998, o goleiro disputou 306 jogos pelo Cruzeiro. Nesse período, conquistou a Copa Libertadores de 1997, a Copa do Brasil de 1996, a Copa Ouro e a Copa Master da Supercopa de 1995, além de quatro Campeonatos Mineiros: 1994, 1996, 1997 e 1998.
O jogador também foi vice-campeão mundial em 1997, quando o Cruzeiro perdeu a decisão para o Borussia Dortmund, no Japão. Em 1998, terminou em segundo lugar com a equipe no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Mercosul.
Saída do Cruzeiro
No começo de 1999, Dida entrou na Justiça contra o Cruzeiro após discordâncias no contrato e buscou o chamado passe livre. O caso chegou à Fifa, que autorizou o goleiro a se desvincular do clube. Ele foi para o Lugano, da Suíça, e disputou apenas cinco jogos.
Depois, o Cruzeiro vendeu Dida para o Milan por 3 milhões de dólares. A disputa judicial continuou porque o jogador tinha direito a 40% do valor. A defesa afirmou que ele sofreu prejuízos ao renunciar à participação, sob coação. O clube contestou e alegou que a renúncia ocorreu para permitir a transferência ao Milan.
Pela Seleção, Dida fez 91 jogos. Foi campeão da Copa do Mundo de 2002, das Copas das Confederações de 1997 e 2005 e da Copa América de 1999. Em 1996, conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, nos Estados Unidos.








