O Arsenal será o primeiro adversário de maior exigência no trabalho de Xabi Alonso no Chelsea. O clássico deste domingo (6), no Emirates, coloca frente a frente uma equipe que venceu os três jogos sob o comando do espanhol e outra que ainda não sofreu gols na Premier League.
O Chelsea superou Fulham por 3 a 2 e Brighton por 4 a 3 na competição nacional, além de derrotar o Luton Town por 2 a 0 na Copa da Liga. Apesar do aproveitamento de 100%, os resultados também expuseram dúvidas no meio-campo e na defesa. O ataque, por outro lado, aparece como o setor mais ajustado.
O impacto da saída de Enzo Fernández
O jogo marcará a primeira partida do Chelsea depois da transferência de Enzo Fernández para o Manchester City. O argentino deixou Londres no último dia da janela, e o clube tentou contratar Lamine Camara, do Monaco, mas a negociação não foi concluída.
A ausência se torna mais relevante porque Moisés Caicedo, principal referência do setor, enfrenta problemas físicos. O equatoriano precisou sair durante a partida contra o Brighton, o que aumenta a dúvida sobre sua presença no clássico.
Quando está disponível, Caicedo reúne capacidade de recuperação, força física e qualidade para sustentar a equipe. Ainda assim, permanece a questão sobre quem poderá dividir essas funções com ele. Valentín Barco é uma alternativa, mas assumir uma responsabilidade maior em um confronto desse tamanho representa um passo diferente para o jogador.
Roméo Lavia também pode atuar por dentro, embora tenha enfrentado problemas físicos que dificultaram uma sequência no Chelsea. Jordan Henderson seria a opção mais experiente, mas está lesionado e ainda não estreou. Aos 36 anos, também não aparece como solução permanente para a lacuna do setor.
Xabi Alonso ainda pode utilizar Reece James, lateral-direito que vem sendo escalado por dentro, ou Malo Gusto. As opções mostram que o treinador tem jogadores para a posição, mas não o atleta que o Chelsea planejava contratar especificamente para ocupar o espaço deixado por Enzo.
Sistema defensivo encara teste mais duro
A defesa é outra área que ainda precisa ganhar estabilidade. O Chelsea sofreu cinco gols nas duas primeiras rodadas da Premier League, enquanto o Arsenal venceu Coventry por 3 a 0 e Aston Villa por 1 a 0 sem ser vazado.
A equipe londrina está em processo de adaptação ao 3-4-2-1 utilizado por Alonso no Bayer Leverkusen. A linha de três precisa ajustar as distâncias, os alas devem alternar os momentos de avanço e recomposição, e o meio-campo tem de proteger os zagueiros.
Nas vitórias contra Fulham e Brighton, o Chelsea concedeu espaços entre os setores e teve dificuldades para proteger a defesa depois de perder a bola. Diante do Arsenal, que tem mostrado solidez sem a posse e controle em diferentes momentos, esses problemas podem ser mais explorados.
O confronto também indicará se o novo sistema consegue oferecer equilíbrio além da postura agressiva. O Chelsea terá menos margem para erros de posicionamento no Emirates e precisará diminuir as situações em que sua defesa fica exposta.
Palmer, Rogers e João Pedro contra a defesa do Arsenal
Cole Palmer, Morgan Rogers e João Pedro formam o principal ponto positivo do início de trabalho de Alonso. Os três marcaram na estreia contra o Fulham, e a combinação continuou eficiente diante do Brighton.
Palmer circula com liberdade, Rogers contribui com condução e ataques aos espaços, enquanto João Pedro oferece profundidade e movimentação por dentro. A troca de posições entre os três dá velocidade às transições e torna o ataque mais dinâmico.
O Arsenal, porém, apresenta um desafio diferente. O Chelsea ainda não encontrou, neste começo de temporada, uma defesa tão consistente quanto a dos Gunners. Será preciso verificar se Palmer, Rogers e João Pedro conseguem manter a mesma fluidez diante de uma equipe que concede pouco espaço e protege melhor as áreas centrais.
O clássico, portanto, reúne o ataque mais seguro do Chelsea e as principais dúvidas do time em um único teste. O resultado poderá indicar como a equipe de Xabi Alonso reage quando enfrenta um adversário capaz de pressionar suas fragilidades no meio-campo e na defesa.








