Rúben Amorim afirmou que Luka Modric não foi substituído apenas por causa de seu desempenho individual no empate por 2 a 2 entre Milan e Lazio, pela Serie A. O treinador explicou que a partida exigia mais velocidade e intensidade no meio-campo, características que levaram à entrada de Yunus Musah no intervalo.
O Milan perdia por 2 a 0 quando Modric deixou o campo, no Estádio Olímpico. Amorim também promoveu as entradas de Christian Pulisic e Diego Moreira. A alteração mudou o comportamento da equipe, que passou a controlar mais o jogo e encontrou o empate com dois gols de Moreira, aos 65 e 67 minutos.
“Precisamos de um bom controle de bola para que o Luka se sinta confortável na partida. Se o jogo se transformar em uma sucessão de perdas de bola e corridas frenéticas, não será a partida adequada para ele”, explicou o técnico.
Amorim apontou ainda que Modric estava recuando para perto dos zagueiros. Na avaliação do treinador, isso reduzia o espaço entre as linhas e deixava menos jogadores disponíveis para a construção das jogadas. Com Musah, o Milan buscou aumentar a velocidade no setor.
A decisão provocou críticas na Itália e na Espanha. O jornal espanhol AS classificou a substituição como um “ultraje a Modric”, destacando o peso do meio-campista de 41 anos e seu status de lenda do futebol mundial.
O episódio abriu uma discussão sobre o papel de Modric no projeto de Amorim. O croata chegou ao Milan após uma carreira de protagonismo no Real Madrid e a conquista da Bola de Ouro, mas agora precisa se adaptar a uma equipe que, sob o comando do português, exige intensidade, velocidade e organização coletiva.
O treinador sustentou que haverá partidas em que as características de Modric serão importantes e outras nas quais o Milan precisará de um meio-campo mais veloz e físico. Após duas vitórias nas primeiras rodadas, a equipe empatou os dois compromissos seguintes. O resultado contra a Lazio manteve o Milan invicto e ampliou a discussão sobre as escolhas de Amorim.








