O ex-deputado federal Victorio Galli (PP-MT), que atuou como assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro, apresentou o projeto que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A proposta foi arquivada no ano seguinte à apresentação.
Registrado como PL nº 2623/2007, o texto foi protocolado em 2007, quando Galli ainda era filiado ao MDB. O tema voltou a circular nas redes sociais nesta sexta-feira (25/9), associado ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Após a repercussão, Flávio Bolsonaro negou que tenha intenção de alterar o título concedido à santa. A proposta, no entanto, não foi apresentada por ele, mas por Galli, que atualmente tenta retornar à Câmara dos Deputados.
Atuação no governo federal
Galli não renovou o mandato de deputado federal nas eleições de 2018. No ano seguinte, foi nomeado assessor especial da Presidência da República e trabalhou na Casa Civil, então comandada pelo ministro Onyx Lorenzoni.
A passagem pelo governo durou poucos meses. Galli foi exonerado depois de ser condenado pela Justiça a pagar R$ 100 mil em indenização por declarações preconceituosas contra homossexuais. O processo foi apresentado pela Defensoria Pública de Mato Grosso.
A ação teve origem em uma entrevista concedida por Galli a uma rádio local. Na ocasião, ele afirmou que personagens da Disney faziam apologia à homossexualidade e citou Mickey. “Inclusive o Mickey, se você fizer um estudo profundo como eu já fiz, ele representa de fato, ele é homossexual, tá”, declarou.
Nova candidatura
Victorio Galli disputa atualmente uma vaga de deputado federal por Mato Grosso pelo PP. Ele já havia tentado voltar à Câmara nas eleições de 2022, mas não foi eleito.









