O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) acusou o senador Flávio Bolsonaro de atuar politicamente em favor das milícias do Rio de Janeiro. As declarações foram feitas na última quarta-feira (27), durante o Podcast 3 Irmãos.
Otoni afirmou que Flávio já abrigou familiares de milicianos no gabinete e classificou o senador como um “agente político” desses grupos. Também comparou o comportamento do parlamentar ao de um “batedor de carteira” e o acusou de envolvimento em lavagem de dinheiro.
Entre os casos citados está o chamado ‘Bolsomaster’, relacionado a uma produtora de filmes. O deputado afirmou que a produção custaria 69 milhões de reais, mas que Flávio teria solicitado 134 milhões a Vorcaro.
Otoni também atribuiu a Flávio e a Ciro Nogueira a criação do orçamento secreto, com o objetivo de garantir a sobrevivência política de Jair Bolsonaro.
Hospitais e segurança pública
Outra acusação envolve os hospitais federais do Rio de Janeiro durante a Presidência de Jair Bolsonaro. Segundo Otoni, Flávio organizava contratos, contratações e cargos nessas unidades. O deputado disse ainda que uma milícia controlava o estacionamento de um dos hospitais e que o senador teria se beneficiado dessa estrutura.
Otoni afirmou que Flávio dá sustentação política ao governador Cláudio Castro, chamado por ele de chefe de uma quadrilha que assaltou o Rio de Janeiro. Também declarou que as indicações na segurança pública do estado passam pelo senador, inclusive as de secretários que chegaram a ser presos.
O deputado criticou a ausência de enfrentamento às milícias e mencionou homenagens feitas por Flávio a milicianos nas redes sociais. Ao final, classificou o senador como o maior traidor da direita.








