Gelson Merisio (PSB) defendeu mudanças na aplicação dos recursos públicos de Santa Catarina durante sabatina na NDTV, realizada nesta quarta-feira (19). O candidato ao governo estadual propôs a ampliação dos investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura e apresentou a Tarifa Zero como alternativa para o transporte coletivo.
Merisio afirmou que a arrecadação estadual cresceu de R$ 21,5 bilhões em 2016 para aproximadamente R$ 57 bilhões em 2026, mas avaliou que os serviços públicos não avançaram na mesma proporção. A partir dessa comparação, criticou resultados do Estado em áreas como atendimento médico, valorização dos professores, efetivo das forças de segurança e conservação de rodovias.
Saúde e educação
Na saúde, o candidato citou a fila de cirurgias eletivas em Santa Catarina. Cerca de 116 mil pessoas aguardam procedimentos, número que teria crescido aproximadamente 10% desde 2023. Ele também apontou redução no número de médicos e afirmou, com base em informações do Portal da Transparência, que aproximadamente metade dos trabalhadores da área é formada por temporários.
Na educação, Merisio mencionou a posição de Santa Catarina na remuneração dos professores. Segundo os dados apresentados na entrevista, o Estado ocupa a 23ª colocação entre os estados brasileiros nesse indicador. Ele também citou os resultados mais recentes do Ideb, divulgados neste mês, e afirmou que Santa Catarina caiu para a 12ª posição no ensino médio.
O candidato ainda destacou que o Estado não atingiu a meta de alfabetizar as crianças até o segundo ano nos anos iniciais do ensino fundamental e permanece abaixo da média nacional.
Segurança, rodovias e transporte
Merisio questionou o tamanho dos efetivos das polícias Civil e Militar e de outras estruturas de segurança, que, segundo ele, estão defasados em relação ao início do atual governo de Jorginho Mello. A violência contra a mulher e os indicadores de feminicídio em Santa Catarina também foram citados durante a sabatina.
Na infraestrutura, o candidato afirmou que o governo atual não entregou a duplicação de nenhuma rodovia estadual durante o mandato. Ele também criticou a divulgação de obras de manutenção e zeladoria como investimentos estruturantes e contestou a retirada de Santa Catarina de um plano de concessões desenvolvido em parceria com o Governo Federal.
De acordo com Merisio, o projeto previa R$ 24 bilhões em investimentos nas rodovias catarinenses. Para ele, a retirada das estradas estaduais do modelo comprometeu a execução do programa.
Para o transporte coletivo, a proposta apresentada é adotar a Tarifa Zero, tratando o serviço como de interesse social, em uma lógica semelhante à de saúde e educação. O financiamento seria reorganizado a partir de recursos que já chegam ao sistema por meio de subsídios municipais e contribuições patronais. A medida teria como objetivo reduzir custos para as empresas e permitir a gratuidade para trabalhadores e demais usuários.








