A dezena 10 foi a mais sorteada na história da Mega-Sena até 17 de setembro de 2026, com 356 aparições em 3.059 concursos. Mesmo assim, ela não tem probabilidade maior de sair novamente: em cada concurso, todas as 60 dezenas partem das mesmas condições.
O levantamento considerou os resultados realizados entre 11 de março de 1996 e 17 de setembro de 2026, com base no histórico oficial das Loterias Caixa. Ao todo, foram analisadas 18.354 dezenas sorteadas.
As dezenas mais frequentes
Depois da dezena 10, que esteve em aproximadamente 11,64% dos concursos, aparece o número 53, com 349 ocorrências, ou 11,41% dos sorteios. O grupo das maiores frequências ficou assim:
- 10: 356 vezes;
- 53: 349 vezes;
- 05: 332 vezes;
- 37: 329 vezes;
- 27 e 33: 328 vezes cada um;
- 30 e 42: 326 vezes cada um;
- 17, 32 e 38: 325 vezes cada um.
Na parte inferior do ranking, a dezena 26 apareceu 250 vezes. O número 21 teve 261 ocorrências, enquanto o 55 foi sorteado 263 vezes.
A diferença entre os números mais e menos frequentes não muda a chance do próximo concurso. Como são retiradas seis dezenas entre 60, cada número individual tem probabilidade de 6 em 60, equivalente a 10%.
Comparação entre duas partes do histórico
Para verificar se os números mais frequentes continuavam entre os líderes, os 3.059 concursos foram divididos em duas partes. Até 11 de setembro de 2013, após 1.529 concursos, as primeiras posições eram ocupadas por 05, 04, 54, 33, 51, 53, 17, 52 e 24. Na décima colocação, havia empate entre 43 e 49, formando um grupo de 11 dezenas.
Nos 1.530 concursos seguintes, realizados entre 14 de setembro de 2013 e 17 de setembro de 2026, o ranking passou a ser liderado por 10, 53, 11, 38, 35, 46, 37, 27 e 30. As dezenas 34 e 56 empataram na décima posição.
Apenas o número 53 permaneceu entre os líderes nas duas metades. Nos concursos posteriores, as 11 dezenas que estavam no topo até 2013 apareceram em aproximadamente 9,9% das oportunidades. As outras 49 dezenas tiveram frequência de cerca de 10%.
A correlação de postos entre as frequências das 60 dezenas nas duas partes do histórico ficou próxima de 0,01, valor praticamente nulo. Isso indica que o desempenho dos números mais frequentes nos primeiros 17 anos ofereceu pouca informação sobre os líderes dos 13 anos seguintes.
O que a estatística permite avaliar
O histórico não aponta uma combinação favorita para o próximo sorteio. A matemática, porém, ajuda a dimensionar as combinações cobertas, o custo da aposta e a probabilidade envolvida.
Uma aposta simples, com seis números, corresponde a uma combinação entre 50.063.860 possibilidades e custa R$ 6. Ao marcar mais dezenas, o apostador compra mais combinações:
- 7 números geram 7 combinações, por R$ 42, e levam a uma chance de 1 em 7,1 milhões;
- 8 números geram 28 combinações, por R$ 168, e levam a uma chance de 1 em 1,7 milhão.
A melhora na probabilidade ocorre pelo aumento do número de combinações, não por uma suposta vantagem estatística das dezenas escolhidas. Assim, embora o 10 tenha aparecido mais vezes que o 26, todas as dezenas voltam ao próximo concurso com a mesma chance.








